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Petrobras reajusta querosene de aviação em 55% e Nordeste atinge preços recordes
1 de abril de 2026 / 13:53
Foto: Divulgação

A Petrobras anunciou um aumento de 55% no preço do querosene de aviação (QAV), refletindo a alta do barril de petróleo tipo Brent, que subiu de cerca de US$ 70 para pouco mais de US$ 101 após o início do conflito militar entre Estados Unidos, Israel e Irã em 28 de fevereiro. A estatal divulgou a nova tabela de preços em 1º de abril, conforme exigido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

No Nordeste, os dois principais pontos de fornecimento direto da Petrobras registraram os maiores preços desde 2022. Em Ipojuca (PE), próximo à Refinaria Abreu e Lima, o preço do QAV na modalidade ETM (Entrega no Tanque de Destino Marítimo) subiu de R$ 3.651,10/m³ em março para R$ 5.625,10/m³ em abril, aumento de R$ 1.974,00/m³, equivalente a 54% em um mês. Em Fortaleza (CE), o valor avançou de R$ 3.553,00/m³ para R$ 5.498,30/m³, alta de R$ 1.945,30/m³ ou 54,7%. Vale ressaltar que os preços nas tabelas são cobrados sem tributos e para pagamento à vista.

Esse reajuste de 55% registrado em abril é o maior mensal desde junho de 2022, quando o mercado ainda absorvia os efeitos da guerra na Ucrânia e os preços ultrapassaram R$ 5.500/m³ na região Nordeste, patamar que agora foi novamente superado. Em fevereiro de 2026, o QAV havia recuado 1% comparado ao mês anterior, e em março houve um reajuste médio de 9%, efeito inicial do conflito no Oriente Médio sobre os preços praticados pela Petrobras.

O querosene de aviação representa o principal custo variável para as companhias aéreas. Conforme a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o combustível compõe cerca de 30% dos custos totais das empresas do setor. Apesar da abertura formal à concorrência, a Petrobras detém cerca de 85% da produção nacional do QAV. A tabela atual abrange 14 pontos de venda em todo o país, com reajustes variando entre 53,4% e 56,3%, e o Nordeste localiza-se no centro dessa faixa de variação. O combustível é vendido para distribuidoras, que fazem o transporte e a venda aos consumidores finais nos aeroportos.

O conflito iniciado em 28 de fevereiro afetou rotas estratégicas do Oriente Médio, principalmente o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo, provocando desequilíbrio na oferta global e aumentando o preço do Brent. Para o Nordeste, há um impacto logístico adicional, já que a região depende do escoamento marítimo pela Petrobras em terminais de Fortaleza e Ipojuca, elevando os custos ao longo da cadeia de distribuição para aeroportos regionais como Recife, Fortaleza, Salvador, Natal, João Pessoa, Maceió, Teresina e São Luís.

A nova tabela de preços entrou em vigor imediatamente, e a próxima atualização obrigatória está agendada para 1º de maio, seguindo o calendário mensal da ANP.

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