
O estado do Piauí entrou em estado de emergência zoossanitária por 180 dias após a confirmação de um caso de febre suína em Porto, cidade localizada a 170 km de Teresina. A medida foi oficializada pelo governador Rafael Fonteles e divulgada no Diário Oficial do Estado em 6 de junho. O estado de emergência zoossanitária permite ao governo adotar ações rápidas e específicas para o controle e prevenção de doenças que afetam animais, como restrições ao transporte e vacinação emergencial.
A febre suína, também conhecida como peste suína clássica, é uma doença viral altamente contagiosa, que atinge exclusivamente suínos e javalis, sem riscos para a saúde humana e sem impacto direto à saúde pública. O Governo do Piauí determinou que a movimentação de animais e produtos de risco siga protocolos rígidos para conter a propagação do vírus.
Com o decreto, a Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi) está autorizada a emitir orientações e adotar medidas de manejo para controlar a febre suína, incluindo a utilização de produtos já registrados nacionalmente e diretrizes baseadas em pesquisas recentes. Além disso, a Adapi poderá adquirir insumos necessários para combater e erradicar a doença.
Os sintomas da febre suína incluem hemorragia e febre alta, falta de coordenação motora, coloração azulada nas orelhas e articulações, vômitos, diarreia, falta de apetite, esterilidade, abortos, leitões natimortos ou com crescimento deficiente, agrupamento dos animais nos cantos das pocilgas e morte entre quatro a sete dias após o início dos sintomas. Essas características são fundamentais para que criadores possam identificar rapidamente possíveis casos e adotar medidas preventivas.
A adoção do estado de emergência zoossanitária no Piauí busca controlar o avanço da febre suína, protegendo a cadeia produtiva local e evitando maiores prejuízos econômicos. A colaboração entre órgãos governamentais, produtores rurais e a população é essencial para o sucesso das ações de contenção desta doença viral.