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Picos de glicose após refeições aumentam risco de Alzheimer, revela estudo
17 de janeiro de 2026 / 08:07
Foto: Divulgação

Um estudo recente conduzido por pesquisadores da Universidade de Liverpool, no Reino Unido, aponta que o aumento acentuado dos níveis de açúcar no sangue após as refeições pode elevar o risco de desenvolvimento da doença de Alzheimer. A pesquisa destaca a hiperglicemia pós-prandial como um possível fator de risco para a demência, reforçando a conexão entre alterações metabólicas e a saúde cerebral.

Há anos, pesquisas associam condições como hiperglicemia, diabetes tipo 2 e resistência à insulina a um desempenho cognitivo comprometido e maior chance de demência. Contudo, os mecanismos específicos ligados ao metabolismo da glicose ainda não estavam completamente claros.

Para aprofundar a investigação, foram analisados dados genéticos e de saúde de mais de 350 mil pessoas, com idades entre 40 e 69 anos, participantes do UK Biobank. Os pesquisadores avaliaram a glicose em jejum, níveis de insulina e os valores de açúcar no sangue duas horas após as refeições. A técnica de randomização mendeliana foi utilizada para verificar possíveis relações causais entre esses fatores e o risco de doenças.

Os resultados indicaram que indivíduos com níveis elevados de glicose após as refeições apresentaram um risco 69% maior de desenvolver Alzheimer ao longo do tempo. Esse padrão de hiperglicemia pós-prandial destacou-se em comparação a outras medidas do controle glicêmico.

Os autores do estudo observaram que esse aumento no risco não estava associado a uma redução global do volume cerebral nem a danos visíveis na substância branca, sugerindo que a glicose elevada após as refeições pode afetar o cérebro por mecanismos ainda pouco compreendidos.

Segundo Andrew Mason, autor principal da pesquisa, os resultados têm potencial para orientar estratégias preventivas, enfatizando a importância de controlar o açúcar no sangue especificamente após as refeições. Vicky Garfield, coautora sênior, destaca a necessidade de reproduzir os achados em outras populações para confirmar a biologia envolvida e, se validados, possibilitar novas abordagens para reduzir o risco de demência, especialmente em pacientes com diabetes.

Essa investigação reforça a importância do controle glicêmico pós-prandial como um fator central na prevenção do Alzheimer, ampliando o entendimento sobre a relação entre metabolismo da glicose e saúde cerebral.

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