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Pílula inteligente confirma ingestão de medicamentos em tempo real no corpo
26 de janeiro de 2026 / 12:08
Foto: Divulgação

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveram uma inovação tecnológica que confirma quando um medicamento é realmente ingerido pelo paciente. A tecnologia, apresentada em um estudo publicado na revista Nature Communications, foi projetada para ser integrada a cápsulas tradicionais, com o objetivo de facilitar o monitoramento da adesão aos tratamentos médicos. A chamada “pílula inteligente” conta com uma antena de radiofrequência biodegradável que emite um sinal assim que o comprimido é ingerido. Após cumprir seu papel, a maior parte dos componentes eletrônicos se decompõe de forma segura no estômago, enquanto um chip de radiofrequência não biodegradável percorre o trato digestivo e é eliminado naturalmente pelo organismo.

Segundo os pesquisadores, a tecnologia foi criada para combater um problema comum na área da saúde: o esquecimento ou a interrupção precoce do uso de medicamentos prescritos. A baixa adesão ao tratamento resulta em mortes evitáveis e elevados custos para os sistemas de saúde globais. O sistema utiliza uma antena feita de zinco e celulose, materiais reconhecidos por sua segurança e compatibilidade médica. Essa antena é colocada dentro da cápsula junto ao medicamento e permaneça inativa até o comprimido ser ingerido. Quando o revestimento da cápsula se dissolve no estômago, tanto a antena quanto o chip começam a emitir um sinal que pode ser captado por um leitor externo em até dez minutos.

Em testes realizados com animais, o sinal foi transmitido com sucesso para receptores localizados até 60 centímetros de distância. Se adaptada para uso humano, a tecnologia pode enviar dados para dispositivos vestíveis, possibilitando o monitoramento remoto por profissionais de saúde. Os pesquisadores destacam que o sistema pode ser especialmente útil para pacientes que necessitam de esquemas rigorosos de medicação, como transplantados que utilizam imunossupressores, pessoas em tratamento de doenças crônicas como tuberculose e pacientes com dificuldade em manter o uso regular dos medicamentos.

Estudos pré-clínicos adicionais estão programados antes do início dos testes em humanos, e a segurança a longo prazo continuará sendo avaliada à medida que a tecnologia avance para aplicações clínicas. A “pílula inteligente” representa um avanço tecnológico promissor para garantir a adesão e o sucesso dos tratamentos médicos.

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