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Preço da gasolina em Natal sobe e alcança quase R$ 7 por litro
5 de março de 2026 / 19:42
Foto: Divulgação

O preço do litro da gasolina comum registrou alta em Natal, chegando a R$ 6,99 na manhã desta quinta-feira (5) em alguns postos de combustíveis da capital potiguar. De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na semana anterior, entre os dias 22 e 28 de fevereiro, o preço médio da gasolina comum em Natal foi de R$ 6,58, ou seja, 41 centavos a menos do que o verificado atualmente. Naquela semana, o valor médio já era o maior do Nordeste e o sexto maior do Brasil.

Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Rio Grande do Norte (Sindipostos-RN), Maxwell Flor, o reajuste no preço da gasolina está diretamente relacionado ao conflito entre Estados Unidos e Irã, iniciado no último sábado (28). Ele explicou que a região do Oriente Médio é uma das maiores produtoras de petróleo do mundo e que esse conflito elevou o preço do barril, que, no início do ano custava US$ 60 e atualmente ultrapassa US$ 80. Ele destacou ainda que a Refinaria Clara Camarão, no Rio Grande do Norte, e a Refinaria da Acelen, na Bahia, que também abastece o Nordeste, anunciaram reajustes na semana, refletindo diretamente no aumento das bombas.

Além de Natal, o aumento nos preços da gasolina também foi registrado em municípios da Região Metropolitana e interior do estado potiguar. Em Caicó, por exemplo, postos já praticavam o valor de R$ 6,99 por litro na manhã desta quinta-feira. Conforme o levantamento da ANP entre 22 e 28 de fevereiro, o preço médio no interior era R$ 6,58, com variação de R$ 6,40 a R$ 6,79 em 42 postos pesquisados.

Com o aumento, postos que mantiveram preços mais baixos em Natal registraram filas nas primeiras horas do dia. Muitos motoristas demonstraram surpresa e revolta com o aumento repentino. O servidor público Erivaldo Belarmino afirmou que considera absurdo os donos de postos elevarem preços sem reajuste governamental, e o aposentado Arnaldo Brito criticou a prática, atribuindo a ele uma possível formação de cartel no estado. O sindicato reforça que os reajustes das refinarias foram os principais motivos para o aumento na bomba.

Há incertezas sobre o futuro dos preços da gasolina, e o presidente do Sindipostos ressaltou que a solução do conflito no Oriente Médio poderá ser decisiva para uma possível redução, torcendo para um retorno a patamares anteriores.

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