
O preço do petróleo apresentou queda nesta sexta-feira (20) após declarações do governo dos Estados Unidos visando conter a crise energética desencadeada por ataques iranianos a infraestruturas no Oriente Médio. O barril Brent, referência global, atingiu US$ 119 ontem, mas caiu para cerca de US$ 107 durante o dia, fechando com alta de 1,18%, cotado a US$ 108,65. Na manhã desta sexta, o Brent voltou a cair, sendo negociado a US$ 107,42, uma queda de 1,13%. Entretanto, por volta das 14h44, houve nova alta de 2,18%, com o barril chegando a US$ 111,02.
A elevação do preço do petróleo na quinta-feira (19) foi consequência dos ataques iranianos a instalações de produção de combustíveis em diferentes locais no Oriente Médio. Estes ataques foram uma retaliação do Irã ao ataque de Israel em South Pars, o maior campo de gás natural do mundo. Por outro lado, a recente queda nos preços decorreu das declarações feitas por autoridades da Casa Branca. Scott Bessent, secretário do Tesouro americano, afirmou que os EUA avaliam a possibilidade de retirar sanções ao petróleo iraniano e liberar volumes adicionais das reservas estratégicas.
O presidente dos Estados Unidos também se posicionou, afirmando que o país não considera enviar tropas terrestres para a região e expressou otimismo sobre um possível fim breve da guerra. Além disso, uma declaração conjunta de países como Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão, que manifestaram apoio à segurança da navegação no Estreito de Ormuz, também ajudou a aliviar a pressão sobre os preços. O comunicado ressaltou a disposição desses países em contribuir para garantir a passagem segura pelo Estreito e elogiou o compromisso de outras nações envolvidas.
Apesar do tom positivo dessa nota conjunta para a redução dos preços dos combustíveis, o documento não especifica como será a atuação prática no Estreito de Ormuz, rota estratégica pela qual passa cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente. Em suma, a oscilação recente no preço do petróleo está diretamente ligada às ações e declarações dos Estados Unidos relacionadas à crise no Oriente Médio, refletindo a complexidade e a importância geopolítica da região para o mercado energético global.