João Pessoa 28.13 nuvens dispersas Recife 28.02 nuvens dispersas Natal 28.12 nuvens dispersas Maceió 29.69 algumas nuvens Salvador 27.98 nublado Fortaleza 29.07 céu limpo São Luís 30.11 algumas nuvens Teresina 34.84 nuvens dispersas Aracaju 27.97 nuvens dispersas
publicidade
Procedimento para reconstrução de cascos de jabuti é até 90% mais barato na UFS
11 de março de 2026 / 07:27
Foto: Divulgação

Uma equipe do hospital veterinário da Universidade Federal de Sergipe (UFS) desenvolveu um procedimento inovador com enxertos para a reconstrução de cascos de jabuti, que reduz os custos em até 90% em comparação a métodos tradicionais. Desde 2018, o uso de lâminas sintéticas tem sido aplicado com sucesso, conforme explica o professor do Departamento de Medicina Veterinária, Victor Fernando Santana. O primeiro caso tratado foi de um jabuti-piranga que teve a carapaça praticamente rachada após ser atropelado por um trator de cerca de três mil quilos, o que motivou os pesquisadores a buscar alternativas eficientes e acessíveis para atender tanto espécies adultas quanto jovens.

Além da significativa redução de custos, o material utilizado se destaca por sua flexibilidade, atoxicidade e impermeabilidade, características que ajudam a proteger a carapaça contra infecções. A equipe segue trabalhando no desenvolvimento de novas placas que possam incorporar medicamentos para acelerar o processo de cicatrização. O hospital veterinário da UFS também mantém parcerias com órgãos ambientais, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e a Administração Estadual do Meio Ambiente (ADEMA), que encaminham animais silvestres para tratamento.

Um caso emblemático é o da jabuti conhecida como “Rosinha”, que está em tratamento há aproximadamente três anos. Segundo o médico veterinário João Victor, Rosinha sofreu queimaduras de segundo grau, que resultaram na perda de placas córneas e ósseas da carapaça, expondo tecidos internos. O tratamento requer manutenções periódicas, geralmente a cada seis meses ou um ano, e o material utilizado no procedimento apresenta alta durabilidade e se adapta ao crescimento do animal.

Conforme o veterinário, o material oferece resistência ao dano físico sem comprometer a anatomia do casco, além de possuir baixo índice de rejeição pelo organismo do animal, tornando o procedimento economicamente viável. A técnica desenvolvida pela UFS já é compartilhada em congressos e publicações científicas, despertando o interesse de outras instituições e contribuindo para ampliar o tratamento de quelônios feridos em diversas regiões do país.

publicidade
Copyright © 2025. Direitos Reservados.