
O Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor de Alagoas (Procon-AL) notificou mais de 150 postos de combustíveis em todo o estado por suspeitas de aumentos injustificados no preço da gasolina. A ação faz parte de uma mobilização nacional iniciada no dia 19 de março, com apoio do Ministério da Justiça, e tem como objetivo intensificar a fiscalização e proteger os consumidores diante da alta nos preços dos combustíveis.
Na capital Maceió, os valores registrados chamam atenção: o litro do etanol está em torno de R$ 5,17, a gasolina comum chega a R$ 6,77 e a gasolina aditivada alcança R$ 7,17. Esses preços refletem um cenário internacional de instabilidade, diretamente influenciado por tensões geopolíticas, como o conflito envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, que impacta o valor do petróleo no mercado global.
Como o petróleo é a principal matéria-prima de diversos combustíveis — incluindo gasolina, diesel, querosene de aviação e gás de cozinha —, qualquer oscilação em seu preço afeta diretamente o consumidor final. Diante desse cenário, o Governo Federal do Brasil anunciou, no dia 12 de março, medidas para tentar conter os impactos, como a isenção de impostos sobre o diesel e a taxação da exportação de petróleo. Ainda assim, representantes do setor continuam cobrando novas ações para evitar possíveis problemas de abastecimento, especialmente do diesel.
No interior do estado, a situação já apresenta reflexos práticos. Na cidade de Traipu, a prefeitura enfrenta dificuldades para garantir o fornecimento regular de combustível. Como medida emergencial, o uso do diesel está sendo priorizado para serviços essenciais, como o transporte de pacientes, o que pode provocar redução temporária em outras atividades públicas.
Segundo o Procon-AL, cerca de 25% dos postos notificados já foram autuados por não apresentarem respostas dentro do prazo estabelecido. A fiscalização, que já percorreu estabelecimentos em 27 municípios alagoanos, inclui a análise de documentos como notas fiscais de compra e venda, com o objetivo de identificar possíveis variações abusivas nos preços praticados.
Além dos postos, a operação também abrange distribuidoras de combustíveis, embora até o momento não haja confirmação de notificações direcionadas a essas empresas. A iniciativa busca ampliar o controle sobre toda a cadeia de abastecimento.
Consumidores que identificarem aumentos abusivos ou outras irregularidades podem registrar denúncias por meio do telefone 151, pelo WhatsApp (82) 98883-7586 ou presencialmente nos canais de atendimento do órgão. A mobilização reforça o compromisso do Procon-AL em coibir práticas prejudiciais ao consumidor e assegurar maior transparência e equilíbrio nos preços, especialmente em um contexto de alta global do petróleo.