
A geneticista Lygia Pereira, da Universidade de São Paulo (USP), apresentou nesta terça-feira (9) em Teresina o inovador projeto intitulado “Gen-t do Brasil”. Esta iniciativa ambiciosa tem como objetivo mapear o genoma de 200 mil brasileiros, criando assim o maior banco genético da América Latina.
Lygia destacou que o projeto visa corrigir uma lacuna histórica: a escassez de dados genéticos que reflitam a diversidade da população brasileira nas pesquisas científicas. “Entender a diversidade genética do Brasil pode transformar a maneira como diagnósticos e tratamentos são realizados”, afirmou a pesquisadora. Ela enfatizou que, com esses dados, será possível desenvolver uma medicina de precisão que leve em consideração a singular mistura de DNA indígena, europeu e africano presente na população.
Contribuição do Piauí
No Piauí, o projeto conta com o apoio de um grupo empresarial do setor de saúde, responsável pela logística, coleta de amostras e mobilização de voluntários. O médico Felipe Scipião, que é gerente do grupo, ressaltou que a participação do estado pode resultar em avanços significativos em diagnósticos e tratamentos personalizados. “A participação piauiense abre portas para a vanguarda da medicina de precisão, com diagnósticos mais rápidos e uma compreensão aprofundada das características genéticas da nossa população”, destacou.
Estrutura local
O projeto no estado será desenvolvido em duas frentes principais:
- Coleta de amostras: equipes treinadas garantirão o armazenamento seguro do material biológico;
- Mobilização: médicos orientarão a população e auxiliarão no agendamento online pelo site do projeto.
Com o mapeamento genético, o Brasil poderá avançar em pesquisas sobre doenças crônicas, desenvolver novos medicamentos e criar políticas públicas mais adequadas à realidade da população.