
Um estudo nacional realizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) acendeu um alerta sobre a situação fiscal das cidades piauienses ao revelar que 34 municípios do Piauí não conseguirão fechar as contas no ano de 2026. O levantamento, que abrangeu cerca de 75% dos municípios brasileiros, contou com a participação de 121 cidades do estado, oferecendo um retrato amplo das dificuldades enfrentadas pelas administrações locais.
Apesar do cenário preocupante, a pesquisa aponta que a maioria das prefeituras piauienses ainda consegue manter em dia o pagamento dos servidores públicos, incluindo salários mensais e o 13º salário. No entanto, esse equilíbrio é frágil e vem sendo sustentado em meio a fortes restrições orçamentárias, o que limita a capacidade de investimento e compromete a execução de políticas públicas essenciais.
Entre os principais fatores apontados pelos municípios que enfrentam dificuldades financeiras estão a crise econômica, a escassez de recursos, os reajustes salariais obrigatórios e a instabilidade política e econômica, que afetam diretamente o planejamento e a gestão das contas públicas. Esses elementos têm pressionado os cofres municipais, reduzindo margens de manobra e ampliando o risco de desequilíbrio fiscal nos próximos anos.
O estudo também revelou que 49 prefeituras do Piauí registram atrasos nos pagamentos a fornecedores, o que evidencia ainda mais a precariedade da situação fiscal em parte dos municípios. Esses atrasos podem comprometer serviços básicos, obras públicas e contratos essenciais para o funcionamento da administração municipal, além de gerar impactos negativos na economia local.
Embora o levantamento da CNM não tenha detalhado quais municípios participaram da pesquisa, os dados expostos reforçam a necessidade urgente de adoção de medidas estruturais para reverter o cenário. A entidade destaca a importância de um planejamento financeiro mais eficiente, aliado a políticas de apoio dos governos estadual e federal, especialmente para municípios de menor porte e com baixa capacidade de arrecadação própria.
A situação enfrentada por essas cidades do Piauí evidencia a pressão crescente sobre as administrações municipais para equilibrar receitas e despesas em um contexto econômico adverso. O alerta da CNM reforça a gravidade do tema das contas públicas e os impactos diretos desse desequilíbrio no funcionamento dos serviços públicos, na capacidade de investimento e no desenvolvimento local, tornando o debate sobre sustentabilidade fiscal ainda mais urgente.