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Reciclagem garante renda e transforma rotina de famílias em Campina Grande
9 de maio de 2026 / 19:24
Foto: Divulgação

Nas ruas do Centro de Campina Grande, enquanto muitos encerram seu dia, catadores se dedicam à coleta de materiais recicláveis, utilizando grandes sacolas chamadas “robôs” para armazenar os resíduos que irão vender nas sucatas da cidade. Essa atividade é fundamental para a limpeza urbana e a preservação ambiental, apesar de enfrentar desafios como informalidade e condições precárias de trabalho.

Cada robô cheio rende, em média, cerca de R$ 100, valor essencial para as famílias que dependem da reciclagem como principal fonte de renda. Mária de Fátima, catadora com mais de 30 anos de experiência, relata as dificuldades enfrentadas diariamente, incluindo problemas de saúde como osteoporose, mas ressalta a força que encontra para continuar trabalhando e garantir o sustento cotidiano. “É para o pão de cada dia”, destaca.

Enquanto alguns catadores atuam de forma independente para manter toda a renda, outros ingressaram em cooperativas, modelo que cresce na cidade e oferece maior segurança e acesso a direitos básicos. Paulo Borges, que passou 20 anos trabalhando em um lixão, conta que desde o ano 2000 participa de uma cooperativa que oferece renda mensal fixa.

De acordo com a engenheira ambiental Rafaela Oliveira, a atuação em cooperativas possibilita aos trabalhadores melhores condições, com acesso a veículos, equipamentos de proteção individual, fardamento e espaços adequados para armazenamento dos resíduos, contribuindo para um ambiente de trabalho mais digno e seguro. Além disso, a renda obtida é dividida entre os membros, garantindo ganhos próximos ao salário mínimo.

Ainda existem catadores que atuam de forma autônoma, buscando outras formas de aumentar sua renda, como Fernando Alves, que vende materiais para empresas de mudança e fretes a preços mais elevados. Para muitos, a reciclagem se tornou a única alternativa diante da dificuldade de conseguir emprego formal. José Graciano, por exemplo, trabalha há quase duas décadas na atividade após ser demitido da prefeitura em 2008 e valoriza o auxílio do Bolsa Família para complementar suas despesas.

Apesar das adversidades, os catadores encontram dignidade no trabalho que realizam, ressaltando a importância de agir corretamente e contribuir para o meio ambiente. A reciclagem não só ajuda a reduzir o volume de lixo nos aterros sanitários, como também gera um impacto social positivo para as famílias que dependem dessa prática para sobreviver.

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