
O dia 9 de fevereiro marca uma data histórica para o frevo, ritmo emblemático do carnaval pernambucano, que pela primeira vez foi citado pela imprensa em 1907 no “Jornal Pequeno”, de Recife. Cem anos após essa referência inicial, o frevo foi declarado Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), consolidando sua importância cultural nacional. Para celebrar esta conquista, a cidade promove uma programação especial no Centro do Recife, com quase 12 horas de apresentações entre orquestras, blocos líricos, troças carnavalescas e passistas, todas gratuitas e abertas ao público.
As atividades acontecem das 8h às 19h30, divididas em cinco momentos: Alvorada dos Passistas, Almoço com Frevo, Desfile de Agremiações, Orquestras e Passistas, e a Apoteose dos Alegres Flabelos. A Alvorada dos Passistas tem início na Praça e no Sinal do Derby, reunindo diversas companhias de dança e orquestras, como a Frevo Zen e a Trilha Nordestina, além dos grupos de passistas Cia Dança Perna de Palco e Nordeste Cia de Dança.
No período da tarde, a Praça do Arsenal, no Bairro do Recife, recebe o Almoço com Frevo, promovendo o encontro da Troça Carnavalesca Mista Abanadores do Arruda com o Clube de Boneco Seu Malaquias, acompanhados pela Cia de Dança Trapiá e a Escola de Frevo do Recife. Ainda no fim da tarde, as agremiações saem da Avenida Rio Branco em direção à Praça do Arsenal, com participação de grupos como a Madeira do Rosarinho e o Bloco Carnavalesco Lírico Edite no Cordão.
Para concluir as celebrações, a Apoteose dos Alegres Flabelos anima a Praça do Arsenal a partir das 18h, com a participação de blocos líricos conhecidos, entre eles o Lírico Sempre Feliz e o Boêmios da Boa Vista. Esta programação diversa reforça a riqueza do frevo como um dos símbolos culturais mais vibrantes do Recife.
Além do dia 9 de fevereiro, o frevo é também celebrado nacionalmente em 14 de setembro, data que homenageia Osvaldo Almeida, considerado responsável por batizar essa manifestação cultural. A palavra “frevo” deriva da expressão “frever”, que descrevia a efervescência das ruas durante o carnaval, consolidando o ritmo como uma expressão única da cultura pernambucana e brasileira.