
O Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre desponta como o principal hub aéreo do Nordeste em janeiro de 2026, de acordo com projeções da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Com 6.921 voos programados, somando pousos e decolagens ao longo do mês, o terminal pernambucano registra um crescimento de 11,07% em relação a dezembro de 2025, consolidando sua liderança regional tanto em volume quanto em regularidade de operações.
Na prática, o aeroporto opera com uma média diária de 223 voos, reforçando sua posição estratégica como centro de conexões aéreas do Nordeste. Atualmente, Pernambuco mantém ligações com nove destinos internacionais, totalizando 14 voos regulares ao longo do mês, número que se amplia com operações sazonais e charters durante a alta estação.
Essa expansão da malha aérea reflete o papel estratégico do Aeroporto do Recife, favorecido por sua localização geográfica privilegiada, que reduz o tempo de voo para a Europa em comparação a outros terminais do país. Além disso, o aeroporto atua como um importante hub de redistribuição de passageiros, conectando capitais nordestinas e cidades do interior da região a grandes centros nacionais e internacionais.
No mercado doméstico, o terminal mantém ligações diretas com as principais capitais brasileiras e polos regionais, funcionando como porta de entrada aérea não apenas para Pernambuco, mas também para estados vizinhos como Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte e Sergipe. Esse papel integrador amplia a relevância do aeroporto para a logística de passageiros, o turismo e os negócios no Nordeste.
O aumento da malha aérea é impulsionado pelo período de alta estação, que engloba o verão, as tradicionais prévias carnavalescas e o Carnaval — momentos em que a demanda por transporte aéreo cresce de forma expressiva. Historicamente, janeiro figura entre os meses de maior movimentação do ano, impulsionado tanto pelo turismo de lazer quanto pelas viagens de visita a familiares, o que reforça a importância econômica do terminal para o estado.
No cenário internacional, a malha soma 324 voos em janeiro, com destaque para mercados estratégicos. Portugal lidera, com 122 voos, fortalecendo os laços históricos, culturais e turísticos entre Pernambuco e o país europeu. A Argentina aparece em seguida, com 114 voos, incluindo operações charter da companhia Flybondi na rota Córdoba–Recife durante a alta estação, totalizando seis ligações diretas entre cidades argentinas e Pernambuco. A Espanha, por sua vez, participa com 44 voos, mantendo ativo o intercâmbio turístico e de negócios entre os dois destinos.
As operações charter, por serem voos não regulares, desempenham papel relevante ao ampliar temporariamente a capacidade internacional do aeroporto em períodos de maior demanda, como férias escolares e grandes eventos, contribuindo para o fortalecimento do fluxo turístico.
Em termos de oferta, o Aeroporto do Recife disponibilizará 1.150.371 assentos apenas em janeiro de 2026. O número representa um crescimento de 16,14% em relação a janeiro de 2019, período pré-pandemia, e mantém o mesmo patamar registrado em 2025. Essa estabilidade sinaliza a consolidação da recuperação do setor aéreo, indicando maior equilíbrio entre oferta e demanda e oferecendo previsibilidade para companhias aéreas, operadores turísticos e gestores aeroportuários.
O secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, Kaio Maniçoba, avalia o cenário de forma positiva e projeta avanços contínuos para o turismo estadual. Segundo ele, Pernambuco vem se consolidando como uma referência na América do Sul, impulsionado por fatores como belezas naturais, patrimônio histórico, gastronomia singular e hospitalidade, atributos que fortalecem a economia local, estimulam investimentos e geram emprego e renda.
Dessa forma, a robusta malha aérea do Recife evidencia não apenas o desenvolvimento estrutural do aeroporto, mas também seu impacto direto na conectividade, no turismo e no dinamismo econômico de Pernambuco e de todo o Nordeste, reafirmando o terminal como peça-chave na integração regional e internacional da aviação brasileira.