
O Governo do Rio Grande do Norte anunciou recentemente um investimento de R$ 9,8 milhões para a recuperação do Canal do Pataxó, localizado entre os municípios de Itajá e Ipanguaçu. Essa obra será a primeira grande intervenção estrutural no canal desde sua inauguração em 1996, há 30 anos. Com nove quilômetros de extensão, o canal é fundamental para receber as águas da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, em Assu, garantindo a perenização do Rio Pataxó e o abastecimento da Adutora Sertão Central Cabugi, que beneficia diversos municípios da região do Vale do Açu.
Segundo o secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Paulo Varella, a complexidade do serviço exigirá que a recuperação do canal seja feita em etapas, a fim de evitar interrupção no abastecimento das cidades atendidas. A expectativa é que as obras sejam concluídas em 12 meses, com o objetivo principal de corrigir vazamentos e deixar a estrutura praticamente como nova.
A licitação para a contratação da empresa responsável pela manutenção e reparo, incluindo o fornecimento dos materiais necessários, ocorrerá por meio de concorrência eletrônica, com sessão pública prevista para 9 de março no portal de compras governamentais. O diretor-presidente do Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn), José Procópio de Lucena, destacou que o Canal do Pataxó tem papel vital não apenas no abastecimento humano, mas também para a atividade econômica da região, incluindo irrigação, piscicultura e carcinicultura, mesmo diante dos desafios como rompimentos e danos em suas paredes.
Inaugurado em 29 de março de 1996, o canal foi criado para atender a demanda hídrica da região central do estado. Na ocasião, o então presidente Fernando Henrique Cardoso ressaltou a importância da obra para o desenvolvimento agrícola e pesqueiro local, contribuindo para a fixação da população e evitando migrações forçadas. Esta recuperação é vista como um passo decisivo para garantir a sustentabilidade e eficiência do Canal do Pataxó nas próximas décadas.