
O Clube Náutico Capibaribe deu um passo decisivo para sua sobrevivência financeira. A Justiça de Pernambuco, por meio da 21ª Vara Cível da Capital, homologou oficialmente o plano de Recuperação Judicial Náutico 2026. A decisão do juiz Nehemias de Moura Tenório permite que o “Timbu” organize o pagamento de seus 781 credores e evite a falência, estabelecendo um cronograma rigoroso para os próximos anos.
No entanto, com um passivo estimado em R$ 153,8 milhões, o clube agora foca na liberação de recursos estratégicos para iniciar a quitação das dívidas, priorizando a classe trabalhista, que detém a maior fatia do montante devido.
O Plano de Pagamento da Recuperação Judicial Náutico 2026
A estratégia de quitação foi dividida por classes de credores, aplicando descontos (deságios) significativos para viabilizar a saúde do caixa alvirrubro:
- Classe I (Trabalhistas): Ex-funcionários com créditos de até 15 salários mínimos receberão o valor integral. Para valores acima de R$ 400 mil, o corte chega a 90%.
- Classe III (Quirografários): Fornecedores receberão uma parcela fixa de R$ 25 mil, com corte de 90% no saldo restante, pago em 120 meses.
- Classe IV (Microempresas): Parcela fixa de R$ 20 mil e quitação do saldo em 60 meses.
De onde virá o dinheiro?
O pilar central da Recuperação Judicial Náutico 2026 é o montante de R$ 30 milhões referente à rescisão contratual com a Arena de Pernambuco. Esse valor já está depositado em juízo e aguarda apenas a liberação do Governo do Estado para ser distribuído entre os credores.
A partir de 2028, o clube passará a usar receitas próprias para manter os pagamentos, com valores variáveis dependendo do desempenho esportivo:
- Na Série B: Pagamento de R$ 1,5 milhão/ano.
- Na Série A: Pagamento de R$ 3 milhões/ano.
Projeção de Futuro
Se mantiver o cronograma e permanecer na Série B, o Náutico estima quitar todas as pendências em aproximadamente 12 anos. Caso o time conquiste o acesso à elite do futebol brasileiro, o prazo de quitação será reduzido drasticamente devido ao aumento das receitas de TV e patrocínio.
Em suma, a homologação traz segurança jurídica para o clube atrair novos investimentos, possivelmente através de uma SAF. Para acompanhar os desdobramentos desta decisão, acesse nossa seção de Esportes do Nordesteonlineonline e as últimas Notícias dos Estados no Cantos do Nordeste. Da mesma forma, confira os atos processuais no site do Tribunal de Justiça de Pernambuco.