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Redução da tarifa da manga na Coreia do Sul impulsiona exportações do Nordeste
24 de fevereiro de 2026 / 08:33
Foto: Divulgação

A recente missão comercial brasileira à Coreia do Sul, finalizada na segunda-feira (23), marcou um importante avanço para a fruticultura nordestina, especialmente para a exportação da manga. Sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, foi negociada a redução da tarifa de importação da manga de 30% para 5%. Essa medida beneficiará diretamente o Vale do São Francisco, responsável por mais de 90% das exportações brasileiras da fruta e principal fornecedor para o mercado asiático.

O presidente da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas (Abrafrutas), Guilherme Coelho, presente na comitiva, destacou a competitividade dos produtores nordestinos como fator crucial para a rápida aceitação da manga brasileira na Coreia do Sul, a 13ª maior economia do mundo. Desde a abertura do mercado sul-coreano em 2023, o Brasil, com destaque para a produção irrigada de Pernambuco e Bahia, já conquistou cerca de 18% do mercado de manga local.

Coelho explicou que a redução da tarifa para 5% será aplicada no primeiro semestre dentro de uma cota de 18 mil toneladas, o que deve acelerar o escoamento da safra do Vale do São Francisco, que já registrou receita de US$ 10,2 milhões em exportações para o país asiático em 2025. Dados do Observatório de Mercado de Manga da Embrapa Semiárido indicam que, em janeiro deste ano, o Brasil exportou aproximadamente 12,9 mil toneladas de manga, superando a média histórica e os volumes de janeiro de 2024 e 2025. O valor dessas exportações das variedades Palmer e Tommy chegou a US$ 15,6 milhões.

A maior parte dessas mangas exportadas provém de Pernambuco (64,39%) e Bahia (26,6%), com contribuições adicionais de São Paulo (6,4%) e Rio Grande do Norte (1,44%). A via marítima foi predominante, com 86,45% do total dos embarques, sendo a alfândega de Fortaleza (CE) responsável por 78,5% e o Aeroporto de Guarulhos (SP) por 7,2%.

Além da manga, a missão oficial também trouxe avanços importantes para outros produtos do agronegócio brasileiro. Técnicos sul-coreanos devem realizar auditorias nas fazendas do Vale do São Francisco em setembro para validar os protocolos fitossanitários da uva, com expectativa de abertura plena do mercado ainda em 2026. No setor de proteínas animais, a Coreia do Sul confirmou a fase final para a exportação de ovos brasileiros, com a emissão do certificado sanitário prevista para os próximos dias. Também serão realizadas auditorias em plantas frigoríficas de carne bovina e ampliadas as análises para estados exportadores de carne suína.

O ministro Carlos Fávaro ressaltou a importância dessas conquistas, destacando que a suinocultura ganhará ao incluir estados livres de febre aftosa e peste suína clássica nas análises coreanas. A Coreia do Sul, com mais de 51 milhões de habitantes, é vista como um parceiro estratégico para a segurança alimentar global. Em 2025, o Brasil exportou 3,3 mil toneladas de frutas para o país, gerando US$ 10,2 milhões, principalmente com manga e açaí.

Guilherme Coelho reforçou o compromisso com a sustentabilidade e qualidade na produção durante apresentação no painel “Agrobusiness e Segurança Alimentar”, reforçando a necessidade de ampliar ainda mais a presença das frutas brasileiras no mercado coreano. O Ministério da Agricultura e a Abrafrutas também trabalham para viabilizar a exportação de melão e limão Tahiti para a Coreia do Sul em um futuro próximo.

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