
A taxa de rejeição de vistos de turismo e negócios (B1/B2) para brasileiros nos Estados Unidos apresentou uma leve queda em 2025, apesar do endurecimento das políticas migratórias implementadas durante o governo de Donald Trump. Segundo dados do Departamento de Estado dos EUA, 14,8% dos pedidos de visto feitos por brasileiros foram negados no último ano, uma redução em relação aos 15,4% registrados em 2024, no governo de Joe Biden.
Essa diminuição modesta ocorre em um contexto de maior rigor na concessão de vistos para estrangeiros. Uma das principais mudanças foi o retorno da exigência de entrevista presencial para menores de 14 anos e maiores de 79, medida adotada desde outubro de 2025, com poucas exceções.
Adicionalmente, apesar da suspensão temporária em 2026 para a emissão de vistos de imigração para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil, essa medida não afeta vistos de turismo e negócios, classificados como vistos de “não imigrantes”.
Nos últimos dez anos, o maior índice de rejeição ocorreu em 2020, durante o início da pandemia de Covid-19, quando 23,1% dos pedidos de visto foram negados. Em 2021, durante o primeiro mandato de Trump, a taxa chegou a 18,4%, refletindo as severas restrições sanitárias e migratórias daquele período.
Apesar da leve melhora em 2025, as medidas restritivas continuam em vigor. Em abril do ano passado, Trump determinou que turistas provenientes de 38 países, principalmente da África, Oceania e partes da Ásia, paguem caução de até US$ 15 mil para obtenção do visto, regra que exclui o Brasil. Desde junho de 2025, candidatos a vistos de estudante também passaram a ter que manter seus perfis em redes sociais abertos para análise pelos EUA, visando identificar possíveis atitudes hostis ao país.
Esse cenário evidencia a complexidade do processo para obtenção de vistos nos Estados Unidos, mesmo diante da ligeira redução na rejeição dos pedidos feitos por brasileiros em 2025.