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Renda segue decisiva na escolha do imóvel em cidades menores
1 de fevereiro de 2026 / 15:58
Foto: Divulgação

A busca por qualidade de vida tem se tornado um aspecto cada vez mais relevante nas decisões dos brasileiros sobre moradia, mas a renda permanece como um fator crucial na escolha do imóvel. Segundo uma pesquisa realizada pelo DataZAP, plataforma de inteligência imobiliária ligada ao Grupo OLX, 65% dos entrevistados estariam dispostos a trocar grandes centros urbanos por cidades menores, desde que suas condições financeiras permitam essa mudança.

A disposição para mudar é ainda maior entre moradores de cidades que não são capitais, chegando a 70%. Já entre residentes das capitais, o índice cai para 60%. Além disso, pessoas que pretendem comprar um imóvel demonstram mais interesse na mudança (70%) em comparação com aquelas que desejam alugar (63%).

Apesar do desejo por um bem-estar melhor, mais da metade dos entrevistados (55%) afirmou que não aceitaria viver em uma cidade com maior qualidade de vida caso isso implicasse uma diminuição na renda. Essa resistência é mais expressiva entre mulheres (58%) e pessoas da geração Baby Boomer, que apresentam 66% de rejeição à troca.

Por outro lado, a pesquisa revelou que 58% dos participantes também rejeitariam a possibilidade de morar em uma localidade com menor qualidade de vida, mesmo com ganhos financeiros maiores. Isso evidencia a complexa relação entre renda e bem-estar na hora de escolher onde morar.

Taiane Martins, gerente de inteligência de mercado do Grupo OLX, comenta que o estudo demonstra uma dicotomia clara entre qualidade de vida e ganhos financeiros. Ela ressalta que os millennials, por exemplo, tendem a valorizar mais as oportunidades econômicas fornecidas pelas grandes cidades do que abrir mão delas.

Além disso, a pesquisa investigou a disposição para morar em áreas centrais. Do total, 63% afirmaram que aceitariam viver no centro da cidade atual, percentual que aumenta para mais de 70% entre moradores de cidades fora das capitais e para 73% entre a geração Z. Contudo, a rejeição às áreas centrais cresce conforme o aumento da renda: enquanto 31% das classes D e E não aceitariam morar no centro, essa taxa sobe para 55% entre a classe A.

Quando questionados sobre morar no centro de uma cidade diferente da atual, a opinião dos entrevistados ficou dividida, com 49% favoráveis à mudança. As regiões Norte e Centro-Oeste registraram os maiores índices de aceitação, com 62% e 61% respectivamente.

Por fim, fatores como infraestrutura e mobilidade são determinantes na escolha da moradia. A maior parte dos entrevistados (74%) considera a infraestrutura um dos principais atrativos dos centros urbanos, enquanto o acesso ao transporte público (66%) e a facilidade de deslocamento a pé (70%) também são destacados. Esses dados indicam a preferência por cidades mais compactas e funcionais.

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