
O Rio Grande do Norte concluiu o ano de 2025 com um saldo positivo de 15.870 novos empregos formais, conforme dados divulgados no dia 19 de dezembro pelo Ministério do Trabalho e Emprego, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Este número resulta da diferença entre as 257.414 contratações e 241.544 demissões registradas durante o ano no estado. O saldo representa o pior desempenho do RN desde 2020, ano marcado pelo impacto da pandemia da Covid-19, que provocou quedas na geração de empregos em todo o Brasil. A situação brasileira reflete a mesma tendência, com o resultado nacional sendo o menor desde o início da pandemia.
No contexto regional, o Rio Grande do Norte teve o segundo menor saldo de empregos entre os estados do Nordeste, ficando apenas à frente de Sergipe, com 15.457 novas vagas. Entre os estados nordestinos, a Bahia liderou a criação de empregos com 94.380 novas oportunidades, seguida por Pernambuco (72.565) e Ceará (49.184). Outros estados como Maranhão, Paraíba e Piauí registraram saldos significativamente maiores que o RN. Na análise setorial, o RN obteve ganhos mais expressivos no setor de serviços, com 5.218 vagas abertas, seguido pela indústria, com um incremento de 5.036 empregos. O comércio ampliou sua força de trabalho em 4.722 postos, enquanto a agropecuária somou 1.093 novos empregos. Apenas a construção civil apresentou diminuição, com o fechamento de 208 vagas, além de um fechamento marginal de nove vagas em setores não identificados.
Interessante destacar que as vagas criadas no Rio Grande do Norte em 2025 foram majoritariamente preenchidas por mulheres, com 8.724 contratações, enquanto os homens tiveram 7.146 novas oportunidades. As demissões, por sua vez, afetaram principalmente trabalhadores com idade superior a 50 anos e com menor nível de escolaridade, especialmente aqueles com ensino fundamental incompleto ou completo. Durante o ano, julho foi o mês com melhor desempenho na geração de empregos, alcançando mais de cinco mil vagas criadas. Já dezembro revelou o cenário mais desfavorável, com um saldo negativo de aproximadamente 5,3 mil empregos devido a mais demissões do que contratações. Esses dados evidenciam um cenário desafiador para a economia potiguar e reforçam a necessidade de estratégias para a retomada do crescimento e geração de emprego no estado.