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Riscos de choque térmico ao entrar no mar em dias de onda de calor
5 de janeiro de 2026 / 16:21
Foto: Divulgação

Com a chegada de onda de calor, muitas pessoas buscam no banho de mar uma forma de amenizar as altas temperaturas. Contudo, especialistas alertam para os perigos da entrada súbita em águas frias, que pode causar diversos problemas à saúde. A principal preocupação nesse cenário é o choque térmico, além de complicações relacionadas à desidratação e alterações na pressão arterial.

O cardiologista Alexsandro Fagundes, professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e presidente da Sociedade Brasileira de Arritmia Cardíaca (Sobrac), explica que o choque térmico e onda de calor ocorre quando a temperatura do corpo muda abruptamente, como sair de um ambiente com sensação térmica acima de 40 °C e entrar em águas com temperatura abaixo de 18 °C. Essa variação pode desencadear uma vasoconstrição, um fenômeno fisiológico que estreita os vasos sanguíneos para evitar a perda de calor.

Essa vasoconstrição pode reduzir o fluxo sanguíneo para órgãos essenciais, como o cérebro, provocando sintomas como tontura, sensação de desmaio, tremores musculares e queda da pressão arterial. Em casos extremos, o choque térmico pode levar ao afogamento. Para diminuir esses riscos, o especialista recomenda molhar o corpo gradualmente antes de entrar no mar, possibilitando a adaptação do organismo à temperatura mais baixa. Além disso, é fundamental evitar banhos em locais sem vigilância ou que não ofereçam possibilidade de resgate.

Outro fator preocupante em dias muito quentes é a desidratação. Segundo o cardiologista Marcelo Franken, do Hospital Israelita Albert Einstein, a perda excessiva de líquidos pelo suor, sem reposição adequada, pode causar queda da pressão arterial, desequilíbrio de eletrólitos e comprometimento da circulação sanguínea. Em situações graves, a desidratação pode levar à confusão mental, desmaios, arritmias, insuficiência renal e outros eventos cardiovasculares.

Crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis, pois frequentemente sentem menos sede ou dependem de estímulos para beber água. Pessoas com doenças crônicas também precisam ter atenção extra, já que o calor intenso pode agravar suas condições de saúde.

Portanto, para se proteger dos riscos associados à entrada no mar durante uma onda de calor, é essencial manter uma hidratação adequada, introduzir-se na água fria de forma gradual e estar atento ao local em que se está para garantir segurança e minimizar perigos.

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