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RN pode ter duas eleições para governador com mandato-tampão em 2026
24 de janeiro de 2026 / 11:35
Foto: Divulgação

O Rio Grande do Norte pode enfrentar um cenário político incomum em 2026, com duas eleições para governador no mesmo ano, devido a um possível mandato-tampão. A Assembleia Legislativa do estado já iniciou os preparativos para realizar uma eleição indireta caso a governadora Fátima Bezerra (PT) e o vice-governador Walter Alves (MDB) renunciem em abril para concorrer a outros cargos nas eleições de outubro. Essa seria a primeira eleição indireta para governador no RN desde a Constituição de 1988.

Em 19 de janeiro, Walter Alves comunicou que não pretende assumir o governo caso Fátima renuncie para se candidatar ao Senado, optando por disputar uma vaga de deputado estadual. O PT confirmou a pré-candidatura da governadora ao Senado, e o prazo final para a renúncia da dupla é 4 de abril, seis meses antes do pleito.

Segundo o procurador-geral da Assembleia, Renato Guerra, se houver dupla vacância nos cargos de governador e vice, a Assembleia poderá eleger por voto aberto um novo governador e vice para um mandato-tampão que duraria até janeiro de 2027, quando os eleitos em outubro tomariam posse. Até a eleição indireta, o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira (PSDB), e o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ibanez Monteiro, assumiriam provisoriamente o governo, podendo o primeiro recusar o cargo para preservar seu direito de candidatura.

A eleição indireta será realizada em sessão da Assembleia Legislativa, onde os 24 deputados votarão abertamente. Para eleger a chapa, que deve contar com candidatos a governador e vice, são necessários 13 votos. Os candidatos devem cumprir requisitos legais, como idade mínima de 30 anos, pleno exercício dos direitos políticos e filiação partidária.

O mandato-tampão terá duração até 5 de janeiro de 2027, quando ocorre a posse dos governantes eleitos pelo voto direto em outubro. Apesar de temporário, esse mandato tem grande significado político, pois quem assumir governará o estado durante o período eleitoral. Assim, o Rio Grande do Norte poderá vivenciar uma eleição indireta inédita em sua história recente e dois processos eleitorais para o governo estadual no mesmo ano.

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