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São Gonçalo do Amarante lança complexo pesqueiro focado na Transnordestina
8 de abril de 2026 / 09:01
Foto: Divulgação

O município de São Gonçalo do Amarante, localizado a cerca de 65 km de Fortaleza, avança para se consolidar como um polo estratégico da chamada economia azul no Brasil com a criação do Complexo Industrial Pesqueiro e Logístico. A iniciativa foi oficialmente viabilizada com a sanção da Lei Municipal nº 2.124/2026, em 30 de março, que delimita a área do empreendimento abrangendo os distritos de Siupé, Taíba e Pecém.

O projeto prevê, em sua fase inicial, a instalação de aproximadamente 10 empresas e a geração de mais de 2 mil empregos diretos, impulsionando o desenvolvimento econômico local e regional. Logo após a aprovação da lei, o prefeito Marcelo Teles firmou um Memorando de Entendimentos com o Governo do Ceará, com o objetivo de garantir apoio institucional na captação de recursos e atração de investimentos públicos e privados.

A estrutura planejada para o complexo inclui um armazém frigorífico com capacidade superior a 3 mil toneladas, além de fábricas de farinha de peixe e diversas unidades industriais. A proposta é integrar toda a cadeia produtiva da pesca e aquicultura em um único espaço, reunindo indústrias de beneficiamento, agroindústrias, operações logísticas e empresas dos setores de tecnologia, energia, comércio e serviços.

Outro diferencial importante é a integração logística. O complexo será conectado ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém e à Zona de Processamento de Exportação (ZPE), ampliando sua capacidade de escoamento. A proximidade com o distrito do Pecém também abre перспективas para futura conexão com a Ferrovia Transnordestina, o que permitirá maior alcance logístico para o interior do Nordeste.

Com isso, insumos como trigo, soja, milho e fertilizantes poderão ser transportados por ferrovia até o complexo, reduzindo custos operacionais. Em contrapartida, produtos processados, como conservas de atum e sardinha, terão acesso mais rápido e econômico ao porto para exportação.

Um dos pilares do projeto é a presença da empresa-âncora Robinson Crusoe, instalada no município desde 2014 e pertencente ao grupo espanhol Jealsa. A companhia é uma das maiores produtoras e exportadoras de atum do Brasil, respondendo por cerca de 11% do mercado nacional e exportando para mais de 10 países.

Atualmente, a empresa gera cerca de 700 empregos diretos e mais de 2.500 indiretos, com planos de expansão que podem elevar o número de empregos diretos para mais de mil e alcançar até 3 mil postos ao longo da cadeia produtiva.

Além do impacto econômico, o complexo nasce com forte compromisso ambiental. A instalação de empresas estará condicionada ao cumprimento rigoroso das legislações ambientais, adoção de tecnologias limpas, eficiência energética e uso de fontes renováveis. Também está prevista a valorização das comunidades tradicionais e o fortalecimento da pesca local.

Segundo o prefeito Marcelo Teles, o objetivo é transformar São Gonçalo do Amarante em referência nacional em economia azul, promovendo um modelo de desenvolvimento que combine crescimento econômico, geração de empregos e preservação ambiental.

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