
São Paulo foi eleita como a cidade mais segura do mundo para o mercado imobiliário, conforme aponta o UBS Global Real Estate Bubble Index 2025, que avalia o risco de bolhas imobiliárias em 21 grandes metrópoles globais. A capital paulista manteve sua liderança desde a edição de 2023 e se destacou por ser a única cidade com pontuação negativa no índice, registrando -0,10.
De acordo com o UBS, esse resultado demonstra que os preços dos imóveis em São Paulo estão coerentes com os fundamentos econômicos locais, como renda e valores de aluguel, diferentemente de cidades como Miami e Zurique, que apresentam desequilíbrios significativos. O estudo ainda observa uma estabilidade nos preços reais dos imóveis desde 2022, influenciada principalmente pelas altas taxas de juros no Brasil, que limitam o crescimento do crédito imobiliário.
No ranking global de riscos, Miami aparece no topo, com índice de 1,73, impulsionado por uma valorização de 50% nos imóveis nos últimos cinco anos. Tóquio e Zurique também estão na zona de alto risco, evidenciando um forte descolamento entre preço, renda e aluguel. Em contraste, São Paulo demonstra baixo risco e se mantém em posição isolada.
O UBS ressalta que, em termos globais, o risco de bolhas imobiliárias diminuiu desde 2022, reflexo das elevações nas taxas de juros, que causaram uma redução de cerca de 15% nos preços médios dos imóveis das cidades avaliadas. Essa queda contribuiu para a diminuição do uso excessivo de alavancagens financeiras e um freio nos movimentos especulativos do mercado.
Para o médio prazo, o relatório aponta que o mercado imobiliário pode voltar a se tornar mais atrativo caso haja cortes nos juros por parte dos bancos centrais até 2026. Em São Paulo, essa redução nos juros poderia estimular a demanda imobiliária, porém, ganhos expressivos nos preços permanecem improváveis enquanto o financiamento continuar caro.
Assim, a análise confirma que São Paulo é a cidade mais segura contra bolhas imobiliárias, destacando sua estabilidade no cenário global, mesmo diante de desafios econômicos que afetam o setor imobiliário mundial.