
Secretários estaduais e diretores deixaram recentemente seus cargos no governo de Alagoas para concorrerem nas eleições de outubro. As exonerações e as nomeações de seus substitutos foram divulgadas no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira, dia 1º de abril. Conforme o Calendário Eleitoral, o prazo para a desincompatibilização dos cargos termina no dia 4 de abril. Essa desincompatibilização consiste no afastamento obrigatório temporário ou definitivo das autoridades que pretendem disputar algum cargo eletivo, com prazos que variam entre três e seis meses, dependendo da função exercida.
Entre os secretários que saíram do governo está Kátia Born, ex-titular da Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social (Seades). A vaga foi ocupada por Genilda Leão da Silva. Também deixou o cargo a ex-deputada federal Tereza Nelma, que comandava a Secretaria de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência (Secdef); o cargo passou a ser ocupado por Francine Glória Marinho do Bonfim. Outro secretário que se desligou do governo foi Júlio Cezar, da Secretaria de Relações Federativas e Internacionais (Serfi), cuja função foi assumida por Jacqueline Freire Cavalcanti Silva Rego.
Na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Aline Rodrigues dos Santos também deixou a pasta, com Meirejane Ataíde Remigio Costa assumindo a função. Antes dessas alterações, o secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Judson Cabral, e o secretário executivo da Secretaria de Estado da Saúde, Guilherme Lopes, já tinham deixado seus cargos para disputar as eleições.
Além das secretarias, houve mudanças em órgãos públicos e hospitais estaduais. O presidente da Junta Comercial de Alagoas (Juceal), João Gabriel Costa Lins, foi exonerado e substituído por Thiago Braga Calheiros Peixoto. Na área hospitalar, a diretora do Hospital Ib Gatto, Anny Izabelle Torres Melo Lins de Souza, foi substituída por Maria Cleane Alves Lins. Já no Hospital Regional do Alto Sertão, a diretora-médica Christiane Bulhões Barros Melo Silva saiu do cargo, porém o governo ainda não anunciou o nome de seu substituto.
Essas mudanças exemplificam como a desincompatibilização dos cargos ocorre para garantir que servidores públicos possam participar das eleições cumprindo as regras previstas no calendário eleitoral.