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Sergipe registra alta nos casos de síndrome respiratória aguda grave
9 de março de 2026 / 11:03
Foto: Divulgação

Sergipe é um dos estados que apresentaram aumento significativo nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas últimas semanas, conforme levantamento do Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz. O estudo considera a semana epidemiológica 8, correspondente ao período entre 22 e 28 de fevereiro, e aponta uma tendência de crescimento das hospitalizações por doenças respiratórias em diferentes regiões do país.

A elevação nos casos em Sergipe está associada principalmente ao aumento das hospitalizações causadas por rinovírus entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Também foi observada maior circulação do vírus sincicial respiratório (VSR) em crianças menores de 2 anos, além da presença do vírus da influenza A afetando jovens, adultos e idosos. Esses vírus respiratórios costumam apresentar maior circulação em determinados períodos do ano, o que pode provocar picos de atendimentos nas unidades de saúde e hospitais.

De acordo com o boletim, quase todos os estados brasileiros registraram crescimento nos casos de SRAG. Apenas Roraima, Tocantins, Espírito Santo e Rio Grande do Sul não apresentaram aumento nas notificações no período analisado. Entre os estados com situação considerada mais preocupante estão Sergipe, Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Maranhão, classificados em níveis de alerta, risco ou alto risco para a doença.

Em todo o país, o ano de 2026 já contabiliza 14.370 casos de SRAG. Desse total, cerca de 35% tiveram diagnóstico laboratorial positivo para vírus respiratórios, enquanto 43,1% apresentaram resultado negativo. Outros 14,4% permanecem em investigação, aguardando confirmação laboratorial. Esses dados reforçam a necessidade de monitoramento constante por parte das autoridades sanitárias para identificar rapidamente mudanças no padrão de circulação dos vírus respiratórios.

No caso específico de Sergipe, entre 4 de janeiro e 28 de fevereiro de 2026 foram registrados 332 casos de SRAG e cinco mortes associadas à síndrome. A análise das amostras coletadas em pacientes hospitalizados permitiu identificar os vírus mais presentes entre os casos confirmados. Cerca de 20% tiveram diagnóstico de influenza A, 1,7% influenza B, 13,6% vírus sincicial respiratório, 40% rinovírus e 17% infecção pelo vírus responsável pela COVID-19.

Quando analisados os óbitos relacionados à síndrome, os dados indicam que a maior parte está associada à Covid-19, seguida pelos casos de influenza A. Entre as amostras positivas analisadas nos registros de morte, 39,1% foram causadas pelo vírus da Covid-19, 27,5% pela influenza A, 17,4% por rinovírus, 8,7% pelo vírus sincicial respiratório e 3,6% pela influenza B.

Especialistas ressaltam que o aumento nos casos de síndrome respiratória aguda grave exige atenção redobrada das autoridades de saúde e da população. A vigilância epidemiológica, a vacinação contra a gripe, o acompanhamento de sintomas respiratórios e a adoção de medidas de prevenção continuam sendo estratégias fundamentais para reduzir a transmissão e evitar o agravamento dos quadros clínicos.

Diante desse cenário, profissionais de saúde reforçam a importância de proteger especialmente os grupos mais vulneráveis, como crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas. O monitoramento contínuo e a adoção de medidas preventivas podem contribuir para reduzir o impacto das infecções respiratórias graves no sistema de saúde e na população.

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