
O mês de fevereiro foi marcado por um desempenho expressivo do Ibovespa, que renovou recordes históricos ao acumular alta de 4% no período. Ao mesmo tempo, o dólar registrou recuo de 2,5%, refletindo um ambiente mais favorável aos ativos brasileiros e maior apetite ao risco por parte dos investidores.
A valorização do principal índice da bolsa brasileira foi sustentada, sobretudo, pelo forte ingresso de capital estrangeiro. Até o dia 25 de fevereiro, o saldo líquido de investidores internacionais somou R$ 41,73 bilhões, superando todo o volume registrado no ano anterior. Esse fluxo robusto ajudou a impulsionar ações de grande peso no índice e reforçou a tendência de alta observada ao longo do mês.
A participação estrangeira nas negociações também atingiu um patamar relevante, respondendo por 61% do volume financeiro movimentado na bolsa — o maior percentual da série recente. O dado evidencia o protagonismo do capital externo na dinâmica do mercado local, especialmente em um cenário de maior previsibilidade econômica e atratividade relativa dos ativos brasileiros.
Outro fator que contribuiu para o bom desempenho foi a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que derrubou determinadas tarifas comerciais. A medida foi interpretada como positiva para países exportadores, incluindo o Brasil, considerado um dos principais beneficiados pela mudança. A expectativa de aumento na competitividade de produtos brasileiros no mercado internacional reforçou o otimismo dos investidores.
O conjunto desses fatores — fluxo estrangeiro elevado, cenário externo mais favorável e valorização cambial — consolidou fevereiro como um dos meses mais relevantes para o mercado acionário brasileiro nos últimos anos, fortalecendo a percepção de que o país voltou ao radar prioritário de investidores globais.