
Apesar do encerramento oficial do carnaval em Olinda e Recife, a Quarta-feira de Cinzas segue com uma programação especial para quem ainda quer aproveitar os últimos momentos da folia. Longe de representar apenas o fim da festa, a data mantém viva a tradição carnavalesca com blocos e shows que arrastam foliões pelas ruas das duas cidades.
Na capital pernambucana, o Mercado da Boa Vista, localizado no Centro, recebe apresentações a partir das 13h30, reunindo ritmos como pagode, coco, forró e frevo. A diversidade musical garante opções para diferentes públicos, prolongando o clima festivo em um dos polos mais tradicionais da cidade. Entre as atrações confirmadas estão Maria Pagodinho, Carlinhos Monte Verde e a Orquestra Rockfônica de Frevo, que prometem animar a tarde com repertórios vibrantes e cheios de identidade regional.
Além dos shows no mercado, o bloco “Os Irresponsáveis”, no bairro de Água Fria, na Zona Norte do Recife, é uma das principais pedidas para quem prefere o agito do trio elétrico. Com muito samba e brega, o bloco transforma as ruas em um grande corredor de dança, mantendo o ritmo contagiante que marca o carnaval pernambucano.
Em Olinda, a chamada “Quarta-feira Ingrata” reúne uma série de blocos tradicionais que complementam a programação. Entre eles está o Bacalhau do Batata, no Alto da Sé, que inicia as atividades logo às 8h e arrasta foliões pelas ladeiras históricas. Outro destaque é o cortejo especial em comemoração ao aniversário do Boi da Macuca, realizado no Largo do Guadalupe, celebrando a trajetória de um dos grupos mais emblemáticos da cultura popular pernambucana.
A agenda em Olinda se estende até as 23h, com o bloco “Segura a Coisa”, na Praça do Fortim, além de outras agremiações como o Bloco do Barão, o Bloco do Reggae e o Coveirinhas na Folia, oferecendo uma programação variada e democrática. As ladeiras continuam tomadas por foliões que resistem ao fim oficial da festa e mantêm viva a energia do carnaval.
Assim, a Quarta-feira de Cinzas se consolida não como despedida, mas como um prolongamento simbólico da alegria. Com shows, cortejos e blocos tradicionais tanto no Recife quanto em Olinda, a data reafirma o vigor da cultura pernambucana e demonstra que, por essas bandas, o carnaval só termina quando o último folião decide ir para casa.