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Startups do Nordeste investem em TI, educação, saúde e bem-estar
5 de março de 2026 / 15:26
Foto: Divulgação

O Nordeste encerrou 2025 com 5.753 startups registradas pelo Sebrae, representando um crescimento de 35,4% em relação ao ano anterior, o maior avanço entre as regiões brasileiras. Pernambuco se destacou liderando o crescimento nacional com alta de 72,2% e contabilizando 1.188 empresas ativas. O perfil setorial dessas startups no Nordeste difere do restante do país, com maior concentração em Tecnologia da Informação, Saúde e Bem-Estar, além da Educação. Em especial, Saúde e Bem-Estar e Educação superam a média nacional em 2,2 e 3,5 pontos percentuais, respectivamente, conforme dados do Observatório Sebrae Startups, que mapeou as empresas em dezembro de 2025 nos nove estados da região.

No cenário nacional, o Sebrae Startups Report Brasil 2025 indica que TI é o segmento líder, com 14,5% das startups brasileiras, seguido por Saúde e Bem-Estar (11,8%) e Educação (8,5%). Entretanto, no Nordeste, a liderança é compartilhada entre TI e Saúde e Bem-Estar, cada um com 14%, enquanto Educação abocanha 12%, número 41% maior que a média do país.

Em quatro estados nordestinos — Ceará (17%), Pernambuco (14%), Bahia (13%) e Maranhão (13%) —, a Tecnologia da Informação lidera, aparecendo sempre entre os três principais setores em toda a região. Ceará apresenta a maior concentração estadual do segmento, com 17% das startups atuando em TI. Já Saúde e Bem-Estar lidera em Alagoas (19%), Piauí (16%) e Rio Grande do Norte (16%), superando TI em Alagoas por três pontos percentuais, refletindo a maior demanda por soluções digitais na área da saúde nesses locais.

Em termos financeiros, a Bahia registra o menor índice de startups sem faturamento da região, com 58,1%, enquanto a média nordestina é de 68,9%. Além disso, 30,3% das startups baianas faturam entre R$ 81 mil e R$ 360 mil anuais, maior proporção da faixa na região, e 11,2% ultrapassam R$ 360 mil, consolidando a Bahia como o ecossistema financeiro mais amadurecido do Nordeste, à frente de estados com mais startups, como Pernambuco e Piauí.

A Educação é um destaque particular do Nordeste quando comparado ao resto do país, com liderança em Paraíba (14%) e Sergipe (18%) e presença no top 3 em oito dos nove estados da região. Destaca-se Sergipe, que registra 18% nas startups de educação, superando Saúde e Bem-Estar (16%) e TI (15%). Paraíba também mostra forte atuação nesse setor, com 14%. O Maranhão se diferencia ao apresentar empates entre TI e Educação, ambos com 13%, único estado nordestino sem segmento isolado no primeiro lugar.

Por outro lado, Maranhão e Piauí mostram maior concentração em fase de Ideação no desenvolvimento de startups, indicando menor maturidade do ecossistema, com 67,9% e 75,2% das startups ainda sem faturamento, respectivamente. Mesmo com crescimento de 20,5% no Maranhão e 18,4% no Piauí em 2024/25, essas regiões ainda estão em uma etapa inicial de consolidação.

Pernambuco destaca-se por ter o Agronegócio entre os três principais setores, com 11%, o que reflete tanto a força da agroindústria local quanto o papel de Recife como polo de inovação para o campo. Nacionalmente, o Agronegócio ocupa a quarta posição com 7,5%, porém no Nordeste o segmento não aparece entre os principais, tornando a presença em Pernambuco um dado isolado dentro da região. O estado combina liderança em TI com protagonismo no Agronegócio, evidenciando um perfil setorial diversificado.

Entre as startups fundadas no último ano na região — 226 no total —, 63% estão concentradas em Pernambuco (55), Ceará (46) e Bahia (43). Alagoas (7) e Sergipe (8) apresentam os menores números, indicando uma desaceleração na entrada de novos empreendedores. Enquanto Pernambuco, Ceará e Bahia aumentam simultaneamente volume, diversidade e geração de novos negócios, outros estados crescem principalmente pelo estoque existente, sugerindo necessidade de políticas voltadas para a criação de startups em estágios iniciais.

Por fim, o perfil comercial das startups no Nordeste é homogêneo, com modelo B2B liderando em todos os estados, variando entre 38,4% no Piauí e 53% em Alagoas. O modelo de receita predominante é a assinatura SaaS em oito dos nove estados — exceção feita ao Maranhão, onde vendas diretas também são expressivas. O principal produto em todos os estados é o software, com participação entre 41% e 50%.

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