
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em parceria com o Instituto de Pesquisas Ecológicas, está desenvolvendo pesquisas para ampliar o aproveitamento econômico da palmeira juçara, espécie nativa da Mata Atlântica ameaçada de extinção. O objetivo é transformar os frutos da planta em fonte de renda para agricultores familiares sem a necessidade de derrubar a palmeira.
Além da tradicional polpa usada em sucos e sorvetes, os pesquisadores estudam a produção de farinha, óleo vegetal, bebidas fermentadas, vinagre, polpa em pó e até blends com café.
Juçara é considerada uma “superfruta”
A juçara pertence ao mesmo grupo botânico do açaí e chama atenção pelo alto valor nutricional e presença de compostos bioativos.
Diferente da pupunha e do açaí amazônico, a juçara possui tronco único. Isso significa que a retirada do palmito provoca a morte da planta, fator que contribuiu para a redução da espécie ao longo das últimas décadas.
O aproveitamento dos frutos surge justamente como alternativa sustentável para preservar a palmeira e gerar renda sem destruir a vegetação nativa.
Nordeste também possui áreas com juçara
A espécie ocorre desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul, incluindo áreas da Mata Atlântica em estados nordestinos como Bahia, Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Sergipe.
Pesquisadores também estudam o papel ecológico da planta na alimentação de animais silvestres, regeneração florestal e preservação da biodiversidade.
Bioeconomia ganha espaço na preservação ambiental
O projeto faz parte de uma tendência crescente da chamada bioeconomia, que busca unir conservação ambiental, ciência e geração de renda através do uso sustentável dos recursos naturais.
Além das pesquisas científicas, agricultores familiares recebem capacitação sobre processamento, rotulagem, boas práticas e desenvolvimento de negócios ligados aos derivados da juçara.
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