João Pessoa 28.13 nuvens dispersas Recife 28.02 nuvens dispersas Natal 28.12 nuvens dispersas Maceió 29.69 algumas nuvens Salvador 27.98 nublado Fortaleza 29.07 céu limpo São Luís 30.11 algumas nuvens Teresina 34.84 nuvens dispersas Aracaju 27.97 nuvens dispersas
publicidade
Tesouro Nacional realiza maior intervenção em títulos públicos em mais de 10 anos
18 de março de 2026 / 09:27
Foto: Divulgação

O Tesouro Nacional realizou na última terça-feira, 17, uma série de operações de recompra de títulos públicos, totalizando R$ 43,6 bilhões em movimentações ao longo de dois dias. Essa ação representou a maior intervenção do governo no mercado de títulos públicos em mais de uma década. Durante a manhã, foram recomprados R$ 9,05 bilhões em títulos prefixados, enquanto à tarde as operações envolveram R$ 7,07 bilhões em papéis indexados à inflação. No dia anterior, o volume de recompras já havia atingido R$ 27,5 bilhões.

De acordo com dados de mercado, esse valor supera as recompras registradas durante a pandemia de COVID-19, quando o Tesouro movimentou R$ 35,56 bilhões em um período de 15 dias. O principal objetivo das operações no mercado é reduzir a volatilidade na curva de juros futuros, que serve como referência para as expectativas em relação à taxa básica de juros, a Selic. Essa volatilidade tem sido influenciada por fatores externos, como o aumento das tensões no Oriente Médio e a alta nos preços do petróleo, além de incertezas no cenário econômico interno.

Essa intervenção ganhou ainda mais relevância por ocorrer na semana da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que é responsável pela definição da taxa Selic. Normalmente, o Tesouro evita operações desse tipo nesse período decisório. Segundo o boletim Focus divulgado pelo Banco Central, há uma divisão entre as instituições financeiras: a maioria prevê um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, enquanto outra parcela acredita em uma redução maior.

Além dos fatores externos, o mercado financeiro também monitora riscos domésticos, como a possibilidade de uma nova paralisação dos caminhoneiros, que poderia afetar tanto a inflação quanto a atividade econômica. Mesmo após as intervenções do Tesouro, os juros futuros continuaram pressionados durante o dia, com a taxa para janeiro de 2027 subindo para 14,13% ao ano, enquanto vencimentos com prazos mais longos mantiveram estabilidade.

O Tesouro ainda não definiu se continuará com as recompras, e a decisão dependerá das condições do mercado nas próximas semanas. Essas operações representam uma tentativa de proporcionar mais estabilidade em meio a um cenário de incertezas tanto internas quanto externas. A atuação recente mostra a disposição do governo em conter variações bruscas nos juros futuros através da intervenção direta no mercado de títulos públicos.

publicidade
Copyright © 2025. Direitos Reservados.