
Um tremor de terra de magnitude 1,5 na escala Richter foi registrado no último domingo (1º) em uma área rural do município de Castelo do Piauí, no Norte do estado. O evento sísmico foi detectado por uma estação do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN), instalada na cidade vizinha de Pedro II, que integra a rede de monitoramento responsável por acompanhar a atividade sísmica na região Nordeste.
De acordo com a Defesa Civil do Piauí, o abalo foi classificado como de baixa intensidade e não causou qualquer tipo de dano à população, a edificações ou à infraestrutura local. Tremores dessa magnitude são considerados pequenos e, na maioria dos casos, passam despercebidos pelos moradores, não gerando impactos significativos no cotidiano da região afetada.
O coordenador de monitoramento e alerta da Defesa Civil estadual, Francisco Michel, destacou que esse tipo de ocorrência não representa risco à comunidade. Segundo ele, eventos sísmicos de baixa magnitude são relativamente comuns e fazem parte da dinâmica natural do planeta, não exigindo medidas emergenciais. “Tremores dessa intensidade geralmente não são sentidos e não oferecem perigo à população”, reforçou o coordenador.
A equipe da Defesa Civil do município de Castelo do Piauí foi informada sobre o registro do tremor ainda pela manhã, demonstrando a integração entre os órgãos de monitoramento e resposta a desastres naturais. O acompanhamento contínuo desses eventos permite uma atuação preventiva e garante que a população seja informada de forma transparente e responsável.
A climatologista Sara Cardoso explicou que os pequenos tremores registrados na região estão associados ao movimento de falhas geológicas existentes no subsolo. Segundo ela, o deslocamento dessas estruturas provoca fraturas nas camadas rochosas e a formação de bolsões de ar, que, ao serem liberados, ocasionam a reorganização dos sedimentos do solo. Esse processo natural resulta em abalos sísmicos de baixa magnitude, como o ocorrido em Castelo do Piauí.
Ainda de acordo com a especialista, esse tipo de atividade sísmica é comum em diversas regiões do Brasil, especialmente no Nordeste, e não indica a possibilidade de terremotos de grande proporção. A explicação científica contribui para esclarecer o fenômeno e reduzir preocupações da população diante de registros desse tipo.
A presença da estação sismológica em Pedro II desempenha papel fundamental no monitoramento contínuo da atividade sísmica na região, permitindo a detecção rápida de eventos e a produção de dados importantes para estudos geológicos e para a segurança da população. O trabalho conjunto entre universidades e órgãos de defesa civil fortalece a capacidade de resposta e o conhecimento sobre os fenômenos naturais que ocorrem no estado.
Diante disso, apesar do registro do tremor de magnitude 1,5, as autoridades reforçam que não há motivos para preocupação imediata. O evento foi de baixa intensidade, não causou danos e está dentro da normalidade dos processos geológicos da região, sendo acompanhado de perto pelos órgãos responsáveis.