
Um tremor de magnitude 2,1 na escala Richter foi registrado na noite de terça-feira (3) na cidade de Bocaina, no Piauí. Este é o segundo caso de tremor em apenas 48 horas no estado, chamando a atenção das autoridades locais e especialistas. O registro foi feito por uma estação do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis-UFRN), que ainda trabalha para confirmar oficialmente as causas do evento sísmico.
De acordo com o geógrafo Rafael Marques, o tremor registrado em Bocaina é semelhante ao ocorrido no domingo (1º) em Castelo do Piauí. Ambos foram classificados como de baixa intensidade, não causando danos ou prejuízos nas regiões afetadas. Rafael explicou que esses tremores podem estar relacionados a fatores de acomodação do terreno, devido à presença de falhas geológicas na região e ao lineamento estrutural das bacias do riacho Riachão e do Rio Guaribas.
O especialista destacou que essa região piauiense é suscetível a pequenos tremores, que são diferentes de terremotos propriamente ditos. Enquanto os tremores são eventos de baixa intensidade e geralmente inofensivos, terremotos podem ter impactos diretos na infraestrutura e na saúde pública das comunidades locais. Rafael também enfatizou que a tecnologia atual permite o monitoramento constante desses eventos por órgãos e universidades, o que facilita a detecção e o estudo desses fenômenos geológicos.
Além disso, o climatologista Werton Costa ressaltou a preocupação com a barragem localizada em Bocaina, que tem capacidade para armazenar 106 milhões de metros cúbicos de água. Um tremor de maior intensidade poderia trazer riscos para a estrutura da barragem e as populações próximas. Até o momento, não há indícios de que o evento de magnitude 2,1 tenha causado qualquer problema, mas a situação segue monitorada pelas autoridades competentes.
Assim, o tremor de magnitude 2,1 registrado em Bocaina reforça a importância do acompanhamento constante dos fenômenos sísmicos na região, especialmente em áreas que apresentam falhas geológicas e a presença de importantes estruturas, como barragens. A coordenação entre instituições de pesquisa e órgãos de defesa civil é essencial para garantir a segurança da população e minimizar riscos que possam advir de tremores futuros.