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Tripulantes de navio africano à deriva são atendidos em UPA em Fortaleza
3 de abril de 2026 / 10:42
Foto: Divulgação

A Marinha do Brasil realizou o resgate de um navio africano que ficou à deriva no Oceano Atlântico por quase dois meses e o conduziu até o Porto de Fortaleza. Na quinta-feira (2), a tripulação foi atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Praia do Futuro. Dos 11 tripulantes resgatados, seis receberam atendimento médico pela manhã, enquanto os outros cinco seriam atendidos no período da tarde. Segundo informações da Polícia Federal, os tripulantes enfrentaram condições precárias durante o período à deriva, incluindo higiene mínima, acesso limitado à água potável, alto nível de estresse psicológico e ausência de comunicação com seus familiares.

De acordo com a apuração da TV Verdes, nove dos tripulantes são provenientes de Gana, na costa ocidental da África, enquanto os outros dois são europeus, um dos Países Baixos e outro da Albânia. Todos permanecem alojados a bordo da embarcação. A embarcação havia partido do Senegal com destino à Guiné-Bissau, onde estavam previstas atualizações documentais relacionadas ao novo armador. Contudo, um problema hidráulico no navio impossibilitou a comunicação eficiente com o comandante, já que os sistemas de comunicação satelital e via rádio de alta frequência foram comprometidos. A única forma de contato era por rádio de frequência muito alta (VHF), o que limitava a comunicação apenas a navios nas proximidades.

Até o momento, nenhum responsável legal pela embarcação se apresentou. A Polícia Federal está verificando a situação migratória dos tripulantes e tomando as medidas administrativas necessárias em conjunto com a Marinha e demais órgãos competentes, sempre respeitando as normas humanitárias e a legislação vigente.

O resgate foi iniciado no dia 9 de março, quando o Navio-Patrulha Oceânico Araguari foi enviado para interceptar o navio africano, estabelecer comunicação, avaliar o estado da tripulação e oferecer suporte, se preciso. Paralelamente, o navio Corveta Caboclo saiu de Salvador com destino a Fortaleza para acompanhar a operação. Posteriormente, o Navio Rebocador de Alto-Mar Triunfo partiu de Natal para rebocar o navio estrageiro até Fortaleza, chegando no dia 27 de março.

De acordo com o Comandante do 3º Distrito Naval, Vice-Almirante Jorge José de Moraes Rulff, as operações de busca e salvamento foram essenciais não só para garantir a segurança da navegação e evitar a poluição hídrica, mas principalmente para preservar a integridade física e psíquica dos 11 tripulantes, que poderão em breve retornar aos seus lares.

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