
O pesquisador destacou ainda que as recentes modificações estruturais na praia de Ponta Negra podem ter contribuído para uma maior aproximação entre seres humanos e áreas anteriormente ocupadas pelo tubarão-lixa. No entanto, ele ressalta que essa hipótese ainda carece de estudos científicos mais aprofundados para que se possa estabelecer qualquer relação direta entre as intervenções realizadas no litoral e a presença do animal na região. Até o momento, não há conclusões definitivas que confirmem essa associação.
A aparição do tubarão-lixa em Ponta Negra reforça a necessidade de monitoramento contínuo das espécies marinhas, especialmente em áreas de intensa atividade humana e turística. Além disso, o episódio evidencia a importância do respeito ao meio ambiente, da adoção de comportamentos responsáveis por parte dos banhistas e do fortalecimento de ações de educação ambiental, sobretudo durante o período de verão, quando o fluxo de pessoas no litoral potiguar é significativamente maior.
Esse acompanhamento científico é fundamental não apenas para a preservação da fauna marinha, mas também para garantir a segurança dos frequentadores das praias, promovendo uma convivência equilibrada entre o uso turístico do litoral e a conservação dos ecossistemas naturais.