
A Universidade Federal do Piauí (UFPI) confirmou a realização de um novo processo seletivo direcionado a indígenas, quilombolas e quebradeiras de coco babaçu, que deverá ocorrer em agosto de 2024. Serão oferecidas vagas nos cursos de graduação distribuídos entre os campi de Teresina, Floriano, Picos e Bom Jesus, abrangendo um total de 110 opções de cursos. A iniciativa visa ampliar o acesso dessas comunidades à educação superior, reforçando a inclusão social e étnica.
A decisão que originou o processo seletivo foi tomada pelo Conselho Universitário (CONSUN) da UFPI, após uma série de consultas e diálogos com as próprias comunidades beneficiadas. Durante essas consultas, foram realizadas escutas presenciais e reuniões com lideranças e organizações representativas, garantindo que a política fosse alinhada às realidades socioculturais e territoriais desses grupos. Com isso, a universidade busca tanto o reconhecimento quanto a valorização das especificidades desses segmentos.
Além do edital específico para o ingresso, a UFPI criou o Colegiado Especial da Política de Inclusão Étnica (CEPIE), integrado por representantes das comunidades indígenas, quilombolas e quebradeiras de coco. Este colegiado terá a responsabilidade de definir os procedimentos operacionais do processo seletivo e apoiar a elaboração dos editais, assegurando que as políticas sejam geridas junto às populações beneficiárias.
As vagas destinadas a essas comunidades provêm tanto de vagas remanescentes dos processos regulares quanto de vagas adicionais especialmente criadas para esse fim, sem comprometer as oportunidades oferecidas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ou outras modalidades já existentes.
Gardênia Pinheiro, da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PREG), destaca que essa política representa um avanço significativo para a equidade no acesso à universidade pública, sendo uma ação que valoriza a diversidade étnica e social do Piauí. A medida não apenas amplia as oportunidades de ingresso, mas também reforça a responsabilidade institucional na promoção da inclusão e do respeito à pluralidade cultural do estado.