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United Airlines reduz voos não lucrativos diante do combustível caro
21 de março de 2026 / 13:41
Foto: Divulgação

A United Airlines, companhia aérea dos Estados Unidos, está se preparando para enfrentar um período prolongado de combustíveis de aviação mais caros. Em um memorando enviado aos funcionários na sexta-feira (20), o diretor-executivo Scott Kirby informou que a empresa irá diminuir o número de voos não lucrativos nos próximos dois trimestres. Essa decisão será tomada mesmo com a alta demanda por viagens, que geralmente permitiria o aumento das tarifas pelas companhias aéreas.

No comunicado, Kirby explicou que aproximadamente 3% dos voos serão cancelados durante os períodos de menor movimentação no segundo e terceiro trimestres de 2024, focando em rotas e horários com menor procura. Além disso, a United Airlines reduzirá cerca de 1% da capacidade no aeroporto O’Hare, em Chicago, e manterá suspensos os voos para Tel Aviv e Dubai. No total, essa redução deverá representar cerca de 5% da capacidade planejada para 2026.

O diretor executivo também declarou que a companhia espera retomar sua programação completa de voos no outono do Hemisfério Norte. Conforme reportado pela agência Reuters, esses cortes refletem a estratégia da empresa de evitar operar rotas que gerem prejuízo em um cenário de preços elevados do combustível, mesmo que isso signifique deixar parte da demanda sem atendimento.

Essa não é a primeira vez que a United Airlines reduz suas rotas; já havia diminuído a oferta de voos com baixa rentabilidade, incluindo operações durante a semana, aos sábados e no período noturno. No documento, Kirby ressaltou que a empresa está se preparando para um cenário onde o barril de petróleo pode chegar a US$ 175 e se manter acima de US$ 100 até o final de 2027. Essa situação elevaria o custo anual com combustível da companhia em cerca de US$ 11 bilhões, valor que mais que dobraria o lucro obtido no seu melhor ano.

A guerra no Irã teve impacto direto sobre o setor aéreo global, com o preço do querosene de aviação quase dobrando desde o fim de fevereiro, aumentando significativamente os custos das empresas. Além disso, o conflito no Oriente Médio obrigou as companhias aéreas a alterarem rotas por causa de desvios e restrições em espaços aéreos.

Mesmo com esses custos mais altos, as companhias aéreas americanas têm conseguido repassar parte dos aumentos para os passageiros, beneficiadas por uma oferta limitada de voos e uma demanda por viagens ainda forte. Dessa forma, a United Airlines ajusta sua operação para manter a sustentabilidade financeira diante do combustível caro.

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