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Uso de tecnologia entre idosos transforma saúde e rotina diária
11 de janeiro de 2026 / 19:29
Foto: Divulgação

A tecnologia tem se consolidado como uma importante aliada no processo de envelhecimento da população, especialmente entre adultos mais velhos que buscam manter autonomia, qualidade de vida e bem-estar. Essa tendência é confirmada pela 10ª edição de uma pesquisa realizada pela AARP (American Association of Retired Persons), organização que representa milhões de aposentados e pessoas com mais de 50 anos nos Estados Unidos. O estudo ouviu 3.838 participantes e revela um crescimento expressivo no uso de dispositivos e serviços digitais por esse público, ainda que persistam desafios relevantes, como a preocupação com a privacidade dos dados e a dificuldade em compreender o real valor das tecnologias disponíveis no mercado.

De acordo com o levantamento, 73% dos entrevistados afirmam ter uma percepção positiva da tecnologia, reconhecendo seu papel fundamental para a manutenção da independência e da capacidade de continuar vivendo em casa por mais tempo. Muitos participantes destacam que as soluções digitais facilitam tarefas cotidianas, como comunicação, compras, organização da rotina e acesso a serviços essenciais. Além disso, quase metade dos entrevistados (46%) acredita que o uso de recursos tecnológicos contribui diretamente para uma vida mais saudável, percepção que se mantém consistente entre diferentes faixas etárias dentro do grupo analisado.

O uso de tecnologias voltadas para casas inteligentes também tem avançado entre os idosos. Aproximadamente 50% já utilizam pelo menos um recurso desse tipo, como sistemas de segurança, iluminação automatizada, assistentes virtuais ou equipamentos de limpeza inteligentes. Essas soluções são vistas como ferramentas que aumentam o conforto, a segurança e a praticidade no dia a dia, além de reduzirem a necessidade de esforço físico e ajudarem na prevenção de acidentes domésticos.

Apesar dos avanços, a pesquisa aponta que a principal barreira para a adoção de novas tecnologias continua sendo a preocupação com a privacidade e a proteção de dados pessoais. Muitos idosos demonstram receio em relação ao uso de informações sensíveis, especialmente aquelas relacionadas à saúde. Em segundo lugar, aparece a dificuldade em compreender o valor real das ferramentas e serviços oferecidos, o que inclui dúvidas sobre benefícios concretos, custos e complexidade de uso.

Entre os cuidadores, a tecnologia tem se mostrado um recurso cada vez mais essencial. Segundo o estudo, 55% deles utilizam soluções digitais para organizar rotinas, coordenar cuidados, monitorar a saúde e manter a comunicação com profissionais e familiares. Essas ferramentas ajudam a otimizar o tempo, reduzir o estresse e garantir um acompanhamento mais eficiente das pessoas assistidas.

Outro destaque da pesquisa é o crescimento significativo no uso da Inteligência Artificial (IA). A adoção dessa tecnologia praticamente dobrou, passando de 18% em 2024 para 30% em 2025. Os idosos demonstram interesse crescente por dispositivos de monitoramento de saúde, bem como por ferramentas baseadas em IA capazes de responder perguntas, oferecer orientações nutricionais, auxiliar no controle de doenças crônicas e fornecer informações médicas. No entanto, apesar da curiosidade e do interesse, a confiança plena nas informações geradas por essas soluções ainda é limitada, indicando a necessidade de maior transparência e educação digital.

Atualmente, nove em cada dez pessoas com mais de 50 anos possuem um smartphone, número que representa um crescimento de 63% ao longo da última década. Além disso, o número médio de telas por pessoa quase dobrou, impulsionado pela popularização de laptops, tablets e dispositivos vestíveis, como smartwatches e pulseiras de monitoramento. O grupo com 70 anos ou mais foi o que apresentou o maior aumento no uso da tecnologia, principalmente para manter contato com familiares e amigos, reduzindo o isolamento social e fortalecendo vínculos afetivos.

Segundo a AARP, as expectativas e desejos tecnológicos futuros desse público estão fortemente ligados à facilitação da rotina diária e à melhoria do gerenciamento da saúde. Nos Estados Unidos, dois em cada cinco adultos mais velhos afirmam que pretendem adquirir algum tipo de tecnologia em 2026, com destaque para serviços de streaming, dispositivos de entretenimento e soluções voltadas ao bem-estar.

Dessa forma, a tecnologia se consolida cada vez mais como uma ferramenta essencial para promover autonomia, inclusão, saúde e qualidade de vida entre os idosos, desempenhando um papel estratégico no enfrentamento dos desafios associados ao envelhecimento da população.

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