
Wagner Moura, ator baiano, fez história ao se tornar o primeiro brasileiro indicado ao Oscar na categoria de atuação masculina. A indicação veio pelo papel principal no filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, consolidando seu reconhecimento internacional. Antes de Moura, o Brasil só havia sido indicado em categorias de atuação com atrizes: Fernanda Montenegro por Central do Brasil e Fernanda Torres por Ainda Estou Aqui. Além disso, Moura conquistou o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama, outra importante conquista em sua carreira.
O Agente Secreto alcançou quatro indicações ao Oscar 2026, igualando o recorde do filme Cidade de Deus (2004). O longa concorre nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Direção de Elenco, fortalecendo a presença brasileira na premiação que acontecerá no dia 15 de março, em Los Angeles, com apresentação de Conan O’Brien.
Entre os dez indicados a Melhor Filme, O Agente Secreto se destaca ao lado de produções como Uma Batalha Após a Outra, Hamnet e Pecadores. Na categoria de Melhor Filme Internacional, ele figura como um dos favoritos, competindo com obras da Noruega, França, Espanha e Tunísia.
Na disputa por Melhor Ator, Wagner Moura enfrenta nomes renomados de Hollywood como Timothée Chalamet, Leonardo DiCaprio, Michael B. Jordan e Ethan Hawke. Essa concorrência reforça o mérito da indicação brasileira e a qualidade da performance do ator.
Outro representante nacional na premiação é o diretor de fotografia Adolpho Veloso, indicado pelo filme Sonhos de Trem. Paulistano de nascimento, Veloso tem trajetória profissional que inclui trabalhos em Lisboa e em produções brasileiras, como Rodantes, além de videoclipes de artistas como Pabllo Vittar e Gloria Groove. Em Sonhos de Trem, ele retoma parceria com o diretor Clint Bentley, trazendo à tela uma narrativa marcada pela modernidade e tragédia pessoal.
O Agente Secreto também valoriza o talento do audiovisual paraibano, contando com oito atores e atrizes do estado que enriqueceram ainda mais a produção. Entre eles estão Buda Lira, Suzy Lopes, Fafá Dantas e Joalisson Cunha, que ajudaram a fortalecer a cultura e o cinema do Nordeste para o público global.
Ambientado em 1977, o filme narra a história de Marcelo, personagem de Wagner Moura, um professor que busca seu filho no Recife após fugir de ameaças em São Paulo, em meio ao clima opressor da ditadura militar. A combinação de drama familiar e suspense político cria uma atmosfera densa, retratando o carnaval e a paisagem urbana como cenários de medo, vigilância e paranoia. Essa produção representa um marco para o cinema brasileiro no cenário internacional, evidenciando sua força e relevância cultural.