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O novo ouro cultural da Paraíba: patrimônio histórico vira ativo econômico e impulsiona a economia criativa
21 de maio de 2026 / 20:59
Foto: Divulgação

Durante décadas, cultura e patrimônio histórico foram tratados no Brasil quase exclusivamente como despesas públicas ou ações simbólicas de preservação.

Agora, esse entendimento começa a mudar de forma estrutural.

A Paraíba acaba de lançar os editais do ICMS Cultural e Patrimonial 2026 com um aporte superior a R$ 35 milhões, consolidando uma política pública que transforma patrimônio, turismo e economia criativa em motores estratégicos de desenvolvimento regional.

O programa já nasce como um dos maiores mecanismos de incentivo cultural do Nordeste e revela uma mudança importante na forma como estados começam a enxergar cultura:
não apenas como identidade.
Mas também como economia.

A cultura passa a ocupar posição estratégica

O modelo funciona por meio de renúncia fiscal qualificada.

Na prática, empresas instaladas na Paraíba podem direcionar parte do ICMS devido para financiar projetos culturais previamente aprovados pelo Estado.

O mecanismo cria uma conexão direta entre:
• setor privado
• preservação histórica
• economia criativa
• turismo
• desenvolvimento regional

Segundo o governo estadual, o objetivo é acelerar investimentos em:
• audiovisual
• artes cênicas
• gastronomia
• patrimônio histórico
• turismo cultural
• eventos regionais

O patrimônio histórico entra na lógica da nova economia

O avanço do ICMS Cultural mostra uma transformação importante do século XXI:
ativos culturais começam a ganhar valor econômico estratégico.

Hoje, cidades e regiões passaram a competir também por:
• identidade
• experiência
• memória
• autenticidade
• patrimônio histórico

O turismo contemporâneo deixou de buscar apenas deslocamento.

Cada vez mais, ele procura:
• pertencimento
• vivência cultural
• gastronomia regional
• experiências locais
• história

Nesse novo cenário, patrimônio preservado deixou de ser apenas memória arquitetônica.

Ele passou a funcionar como ativo econômico.

O Brejo paraibano se transforma em vitrine

Um dos exemplos mais fortes dessa nova lógica é o projeto Caminhos dos Engenhos, no Brejo paraibano.

A iniciativa promove:
• restauração de antigos engenhos
• fortalecimento do turismo rural
• valorização da cultura sucroalcooleira
• preservação arquitetônica colonial
• desenvolvimento econômico regional

O impacto ultrapassa a preservação histórica.

A movimentação turística fortalece:
• pousadas
• restaurantes
• artesanato
• produção cultural
• cachaçarias
• pequenos negócios locais

A cultura da cana ganha nova leitura econômica

A pauta também recoloca a cultura sucroalcooleira nordestina dentro de uma perspectiva contemporânea.

Durante séculos, os engenhos de cana ajudaram a moldar:
• economia
• arquitetura
• gastronomia
• relações sociais
• paisagem cultural do Nordeste

Hoje, parte desse patrimônio começa a ser reinterpretado não apenas como passado histórico, mas como:
✨ ativo turístico
✨ experiência cultural
✨ economia criativa regional

O que antes era apenas estrutura produtiva colonial passa gradualmente a integrar:
• roteiros históricos
• turismo gastronômico
• experiências culturais
• valorização territorial

O setor privado começa a enxergar valor cultural

Outro ponto importante é o crescimento da adesão empresarial.

Quando o programa foi criado, em 2023, apenas quatro empresas participavam do mecanismo.

Hoje, cerca de 180 empresas paraibanas já integram o ecossistema de incentivo fiscal cultural.

O salto revela uma mudança importante:
o setor privado começa a perceber que investir em cultura também fortalece:
• posicionamento institucional
• identidade regional
• desenvolvimento urbano
• reputação de marca
• impacto social

O Centro Histórico de João Pessoa entra na nova dinâmica urbana

A revitalização gradual do Centro Histórico de João Pessoa também aparece como símbolo dessa transformação.

Após décadas de esvaziamento urbano, a região começa lentamente a recuperar:
• ocupação econômica
• circulação cultural
• turismo
• novos empreendimentos
• atividades criativas

A lógica contemporânea das cidades passou a valorizar justamente:
• autenticidade
• memória urbana
• ocupação cultural
• experiências locais

A economia criativa ganha força no Nordeste

Dados nacionais mostram que a economia criativa já responde por cerca de 3,6% do PIB brasileiro, movimentando mais de R$ 390 bilhões por ano.

O setor envolve:
• audiovisual
• música
• gastronomia
• design
• patrimônio
• turismo cultural
• entretenimento
• produção artística

No Nordeste, esse potencial ganha ainda mais relevância pela força histórica e identitária da região.

Cultura deixa de ser apenas preservação

O avanço do ICMS Cultural na Paraíba mostra que estados começam a compreender algo importante:
preservar patrimônio não significa apenas proteger o passado.

Significa também:
• gerar renda
• movimentar turismo
• fortalecer cidades
• estimular pequenos negócios
• criar desenvolvimento regional

No fim, cultura passa a funcionar não apenas como memória coletiva.

Mas como infraestrutura econômica do futuro. Acompanhe essas e outras notícias da economia do nosso Estado no Preço de Feira

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