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Acordo Mercosul-UE: Primeiras cargas brasileiras entram na Europa com tarifa zero
11 de maio de 2026 / 10:07
Foto: Divulgação

O tão aguardado acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia já apresenta resultados práticos para o agronegócio brasileiro. Desde o início de maio, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) aprovou as primeiras oito licenças de exportação sob as novas regras, garantindo isenção ou redução drástica de tarifas para produtos estratégicos.

As primeiras operações beneficiadas incluíram cargas de mel e carne de frango, enviadas para a Alemanha e Holanda. O grande destaque, no entanto, recai sobre o setor de carne bovina: a histórica “Cota Hilton”, que antes tributava cortes nobres brasileiros em 20%, passou a operar com tarifa zero.

Impacto nas Exportações e Importações

O sistema de cotas tarifárias redefine a competitividade do Brasil no mercado europeu. Para se ter uma ideia da escala, mais de 5 mil linhas tarifárias na União Europeia agora operam com imposto zerado para produtos do Mercosul.

  • Exportações em destaque: Além das carnes e mel, o acordo abrange açúcar, etanol, arroz, milho e bebidas (como o rum).
  • Importações no radar: O Brasil já emitiu licenças para a entrada de chocolates, queijos e tomates europeus. Um exemplo recente foi a chegada de 18 toneladas de tomate italiano em Pernambuco, com tarifa de 12,6%.

O Papel do Siscomex na Nova Economia

As empresas brasileiras já estão utilizando o Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior) para solicitar as licenças dentro das novas cotas. Fora das cotas específicas, o acordo também reduziu impostos significativos: a tarifa para carne bovina fora da Cota Hilton, que chegava a ser proibitiva, caiu para 7,5% dentro de um volume compartilhado de 99 mil toneladas entre os países do bloco sul-americano.

A expectativa é que a redução imediata de tarifas em 11% das linhas do Mercosul e em mais de 50% das linhas europeias acelere o fluxo de caixa das empresas exportadoras nordestinas, especialmente as ligadas à fruticultura e pecuária.

Em suma, o acordo marca o início de uma nova era de integração econômica que deve baratear insumos e abrir prateleiras valiosas para o produtor nacional. Para acompanhar as análises sobre o mercado, acesse nossa editoria Preço de Feira e as novidades sobre o Saber do Nordeste. Da mesma forma, consulte os detalhes das licenças no portal do MDIC.

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