
A Copa do Mundo de 2026 ainda nem começou oficialmente, mas uma velha tradição já voltou a movimentar bancas, grupos de WhatsApp, escolas e colecionadores apaixonados por futebol: o álbum de figurinhas.
Com 980 cromos, 48 seleções e uma edição considerada a maior da história das Copas, o novo álbum virou assunto entre torcedores de todas as idades. E junto com a empolgação veio também o susto:
o custo para completar a coleção pode pesar no bolso.
Mas, para muita gente, o álbum nunca foi apenas papel e figurinha.
Ele representa:
- infância;
- memória afetiva;
- amizade;
- tradição;
- paixão pelo futebol.
No Nordeste, onde o futebol faz parte da identidade cultural das cidades e bairros, o ritual de colecionar continua atravessando gerações.
Da banca da esquina às trocas na escola
Muito antes dos celulares dominarem o cotidiano, existia um encontro quase obrigatório durante as Copas:
abrir pacotinhos de figurinha cercado de amigos.
Era a época de:
- trocar repetida na praça;
- correr até a banca;
- guardar a “brilhante” com cuidado;
- negociar jogador raro no recreio;
- completar páginas em família.
E mesmo em plena era digital, esse costume continua vivo.
“O álbum da Copa virou uma espécie de patrimônio emocional do futebol brasileiro.”
A edição de 2026 ampliou ainda mais o tamanho da coleção após a expansão do torneio para 48 seleções, aumentando o número de páginas, cromos especiais e versões raras.
O crescimento também elevou os custos para os colecionadores, reacendendo discussões sobre o preço da paixão futebolística.
Colecionismo resiste à era digital
Apesar do avanço dos jogos online, redes sociais e aplicativos, o álbum da Copa continua sendo um dos poucos rituais analógicos que sobrevivem com força entre crianças, jovens e adultos.
Especialistas em comportamento cultural apontam que o colecionismo ligado ao futebol desperta algo raro nos tempos atuais:
experiência compartilhada.
No Nordeste, isso ganha ainda mais força por causa da relação afetiva com:
- futebol;
- convivência comunitária;
- cultura de rua;
- encontros presenciais.
Em muitas cidades, a expectativa já começou:
quem vai completar primeiro?
Quem conseguiu a figurinha rara?
E quem vai precisar trocar dezenas de repetidas até fechar o álbum?
No fim das contas, talvez seja exatamente isso que mantém a magia viva:
o álbum da Copa não coleciona apenas jogadores.
Ele coleciona histórias, amizades e memórias de cada geração.
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