
Após um longo e frustrante período de ondas pequenas que forçou o adiamento das baterias por vários dias, o mar finalmente respondeu com força total em Raglan, na Nova Zelândia. O icônico pico do hemisfério sul é o cenário da quarta etapa do Championship Tour (CT) da World Surf League (WSL). A organização do circuito confirmou que a competição retornará na tarde desta sexta-feira (22), com chamada oficial programada para as 18h no horário de Brasília. Com a melhora consistente das condições e a previsão de ótimas séries para os dias finais, o Corona Cero New Zealand Pro entra em sua fase decisiva, prometendo fortes emoções e noites em claro para a torcida brasileira.
Devido ao fuso horário da Nova Zelândia, que está exatamente 15 horas à frente de Brasília, o cronograma de transmissão jogará as baterias cruciais para o horário da noite e da madrugada no Brasil. A expectativa técnica da WSL é acelerar o ritmo dos confrontos para encerrar a etapa no domingo local — o que equivale à noite de sábado no horário brasileiro. O cenário é altamente favorável para a “Tempestade Brasileira”, que superou as águas geladas e lidera as principais estatísticas do evento na Oceania.
Clássico dos campeões: Medina e Toledo travam duelo de gigantes nas esquerdas
O retorno do campeonato reserva um dos confrontos mais aguardados e explosivos da temporada: um choque direto entre os multicampeões mundiais Gabriel Medina e Filipe Toledo. Medina chega embalado para as oitavas de final ostentando o maior somatório e as maiores notas distribuídas pelos juízes até aqui, destrinchando as paredes de água com um posicionamento cirúrgico. Do outro lado, Toledo demonstrou uma rápida e impressionante leitura das desafiadoras linhas de Raglan, prometendo uma batalha de altíssimo nível técnico onde o critério de escolha das ondas será o diferencial.
Outro confronto que promete parar o país é o do potiguar Ítalo Ferreira. Único representante da Região Nordeste na elite mundial da WSL, o campeão mundial e olímpico medirá forças contra o japonês Kanoa Igarashi. Ítalo, conhecido por sua energia explosiva, planeja abusar de seu repertório de manobras aéreas progressivas para superar o surf polido de Igarashi nas longas seções neozelandesas. O Brasil ainda terá na água o paranaense Yago Dora — dono da melhor performance plástica do evento —, Alejo Muniz enfrentando o indonésio Rio Waida, e Miguel Pupo em um embate duríssimo contra o australiano Jack Robinson.
O raro desafio do ‘backside’ e onde assistir ao vivo
A etapa de Raglan converteu-se em um laboratório tático para a elite da WSL devido a uma peculiaridade geográfica: o pico quebra predominantemente para a esquerda. Trata-se de uma característica rara no atual calendário do Championship Tour, que é amplamente dominado por praias com ondas para a direita. Essa configuração joga os holofotes e a pressão sobre os atletas que surfam de backside (de costas para a onda), exigindo uma preparação física impecável para aguentar a força das rasgadas e batidas em águas com temperaturas muito baixas.
Com seis surfistas vivos e brigando diretamente por vagas nas quartas de final, o Brasil reafirma sua condição de superpotência do esporte. Os fãs e entusiastas que quiserem acompanhar a jornada dos atletas brasileiros nas madrugadas têm à disposição os canais oficiais da liga. Toda a transmissão ao vivo, com comentários em português e gráficos de pontuação em tempo real, estará disponível de forma gratuita através do site oficial da WSL (worldsurfleague.com), pelo aplicativo oficial da entidade e também pelo canal oficial da WSL no YouTube.
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