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Com mercado de R$ 50 bilhões, ex-jogador Vitor Ferraz investe na formação de atletas de base em João Pessoa
19 de maio de 2026 / 21:39
Foto: Divulgação

O sucesso estrondoso do futebol paraibano no topo do mundo deixou de ser apenas um feito estatístico nas páginas esportivas para se consolidar como um poderoso motor de negócios e empreendedorismo no estado. O atacante paraibano Matheus Cunha, natural de João Pessoa, fincou seu nome no grupo dos dez jogadores mais bem pagos de toda a Seleção Brasileira convocada para a disputa da Copa do Mundo de 2026. De acordo com um levantamento financeiro exclusivo publicado pela Forbes Brasil, o craque do Manchester United embolsa um salário anual estimado em R$ 63 milhões. A engenharia dessa cifra impressionante representa um faturamento de aproximadamente R$ 5,2 milhões por mês — o que significa mais de R$ 170 mil entrando na conta do atleta a cada amanhecer.

Essa valorização internacional astronômica ultrapassa as quatro linhas dos estádios europeus e dispara um efeito cascata imediato na economia da Paraíba, funcionando como o combustível principal para um mercado em franca expansão: o da formação e exportação de atletas de base. O recognition de Matheus Cunha virou uma espécie de grife, transformando a percepção de investidores nacionais e internacionais, que agora enxergam o estado como um celeiro estratégico e altamente lucrativo de talentos esportivos.

DA BASE AO BILHÃO: O IMPACTO DO FUTEBOL NO PIB NACIONAL

O aquecimento desse nicho de negócios na Paraíba acompanha uma robusta engrenagem econômica que movimenta bilhões de reais de norte a sul do país. Dados consolidados pela CBF Academy e relatórios de auditoria do mercado esportivo revelam que o ecossistema do futebol já responde por cerca de 0,72% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, gerando receitas massivas por meio de contratos de direitos de transmissão, cotas de patrocínio, publicidade corporativa e transferências internacionais.

Complementando o cenário de cifrões, um estudo macroeconômico conduzido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) revela que a cadeia produtiva do futebol brasileiro movimenta mais de R$ 50 bilhões anuais, computando os impactos diretos e indiretos no comércio, turismo e serviços. Na Paraíba, esse bolo bilionário começou a ser fatiado por meio da profissionalização de escolinhas de futebol, centros de treinamento (CTs) de alta performance, agências de empresariamento, marcas de material esportivo e academias especializadas, que deixaram o amadorismo de lado para operar sob o prumo de empresas de alto rendimento.

VITOR FERRAZ LIDERA INVESTIMENTOS E EMPREENDEDORISMO EM JOÃO PESSOA

Um exemplo prático dessa transição do campo para o balcão de negócios é o ex-jogador paraibano Vitor Ferraz. Com uma carreira consolidada em grandes clubes nacionais, incluindo uma passagem de destaque pelo Santos FC, o ex-atleta decidiu aplicar seu capital e conhecimento de mercado na base local. Vitor hoje lidera investimentos na formação de jovens promessas em João Pessoa, mantendo uma escola de futebol estruturada que aposta no potencial econômico, técnico e social de crianças e adolescentes.

Especialistas de mercado apontam que os investimentos de figuras como Vitor Ferraz, somados ao “efeito espelho” gerado pelos ganhos de Matheus Cunha, provocaram uma explosão na procura por matrículas em escolinhas de futebol na capital e no interior. O esporte passou a ser visto por famílias e empresários como uma carreira corporativa de altíssimo retorno financeiro. O fenômeno atrai fundos privados interessados em firmar parcerias de olho nos direitos econômicos e nas fatias de transferências futuras dos atletas para o exterior.

ASCENSÃO SOCIAL NAS PERIFERIAS E A VITRINE DA EUROPA EM 2026

Para além dos relatórios financeiros e das margens de lucro dos investidores, o fortalecimento desse mercado carrega um impacto social de valor imensurável nas comunidades da Paraíba. Para jovens inseridos em áreas periféricas e de vulnerabilidade social de João Pessoa e de cidades vizinhas, a trajetória de sucesso dos conterrâneos transforma o futebol em uma oportunidade palpável de ascensão financeira e blindagem social. O esporte atua como uma ferramenta eficaz de inclusão, disciplina e formação cidadã.

A lista final de convocados para a Copa do Mundo de 2026 chancela uma tendência clara de mercado: o Nordeste assumiu o protagonismo na exportação de atletas de elite diretamente para as ligas mais ricas e competitivas da Europa. Com Matheus Cunha brilhando na Inglaterra e novos projetos de infraestrutura esportiva ganhando corpo na Paraíba sob a liderança de nomes como Vitor Ferraz, o estado consolida-se não apenas como um revelador de talentos natos, mas como uma plataforma eficiente de geração de ativos econômicos valiosos, provando que o investimento no suor e no sonho da juventude local é um dos caminhos mais prósperos para o desenvolvimento econômico regional.

Para acompanhar os relatórios de investimentos nas divisões de base da FPF, calendários de avaliações técnicas (peneiras) no estado, balanços financeiros de clubes paraibanos e dicas de gestão de escolinhas, acesse a nossa editoria de Esportes: Bola pro Mato

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