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Áreas verdes ajudam a preservar mais de 100 espécies de aves na capital piauiense
3 de junho de 2026 / 20:46
Foto: Divulgação

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) identificou a presença de 115 espécies de aves em Teresina (PI) e reforçou a importância das áreas verdes para a conservação da biodiversidade urbana. O estudo analisou a distribuição das espécies na capital piauiense e os fatores que influenciam sua permanência, revelando que a expansão urbana tem provocado impactos significativos sobre a fauna local. Os pesquisadores destacam que parques, rios e áreas arborizadas desempenham papel fundamental para garantir abrigo, alimentação e reprodução de diversas espécies.

Áreas verdes concentram maior diversidade de aves

De acordo com o levantamento, os locais que apresentam maior riqueza de espécies são o Parque da Cidade, o Bioparque Zoobotânico e as regiões próximas aos rios Parnaíba e Poty. Nesses ambientes, a vegetação mais preservada oferece condições adequadas para a sobrevivência de aves que dependem de árvores, áreas úmidas e recursos naturais específicos. Espécies como marreco, garça-branca, socózinho e gavião-caramujeiro estão entre as que utilizam áreas próximas à água, enquanto outras, como o gavião-pega-macaco e o capitão-de-saíra-amarelo, necessitam de árvores maiores para se alimentar e reproduzir.

Crescimento urbano afeta habitats naturais

Os pesquisadores apontam que o avanço da urbanização é um dos principais fatores responsáveis pela redução da diversidade de aves na capital. A expansão das áreas construídas, a redução da cobertura vegetal, o aumento da poluição e o crescimento do ruído urbano dificultam a permanência de espécies mais sensíveis às alterações ambientais. Embora o número de 115 espécies seja considerado relevante para uma área urbana, ele permanece abaixo dos registros observados em unidades de conservação do estado, como o Parque Nacional de Sete Cidades e o Parque Nacional da Serra da Capivara, onde os ecossistemas permanecem mais preservados.

Arborização e educação ambiental são apontadas como soluções

O estudo também destaca a importância da utilização de espécies nativas nos projetos de arborização urbana. Entre os exemplos citados está o buriti (Mauritia flexuosa), essencial para a reprodução do andorinhão-do-buriti (Tachornis squamata), ave que possui uma relação ecológica diretamente ligada a essa palmeira. Além da preservação dos espaços verdes, os pesquisadores defendem a observação de aves como ferramenta de educação ambiental, capaz de aproximar a população da natureza e estimular ações voltadas à conservação da biodiversidade. A manutenção de parques urbanos e o fortalecimento das áreas arborizadas são apontados como medidas fundamentais para garantir a proteção desse patrimônio natural presente em Teresina.

Para estas e outras notícias, acesse a nossa editoria de Saberes do Povo Dia do Nordeste Online.

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