
O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 13, pelo Banco Central do Brasil, indicou uma nova alta nas projeções de inflação para o ano de 2026. Conforme o relatório, a mediana das expectativas para o IPCA em 2026 subiu para 4,71%, representando a quinta alta consecutiva. Na semana anterior, essa projeção estava em 4,36%, enquanto há quatro semanas era de 4,10%. Para 2027, também houve avanço nas estimativas, que chegaram a 3,91%, enquanto as projeções para 2028 e 2029 se mantiveram estáveis em 3,60% e 3,50%, respectivamente.
Em relação ao Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a previsão para 2026 subiu para 3,86%, marcando a sexta alta consecutiva. Para os anos seguintes, observa-se estabilidade em 2027, com 4,00%, e pequenas variações em 2028 e 2029, ficando em 3,82% e 3,70%, respectivamente.
A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi mantida em 1,85% pela segunda semana seguida, assim como as previsões para 2027, 2028 e 2029, que permanecem em 1,80%, 2,00% e 2,00%, respectivamente.
No segmento do câmbio, a previsão para o dólar em 2026 recuou para R$ 5,37, após um período de estabilidade. Para 2027, a estimativa foi reduzida para R$ 5,40, enquanto em 2028 ajustou-se para R$ 5,46. Já para 2029, a projeção do dólar continuou em R$ 5,50.
A taxa básica de juros, a Selic, foi mantida em 12,50% para 2026, pelo terceiro período consecutivo. Para os anos seguintes, as expectativas indicam 10,50% para 2027 e estabilidade em 10,00% e 9,75% para 2028 e 2029, respectivamente. Assim, o Boletim Focus trouxe atualizações nas projeções econômicas para os próximos anos, destacando principalmente a alta da inflação em 2026 e a leve queda no valor previsto do dólar para o mesmo ano.