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Festas juninas no Nordeste devem movimentar R$ 1,83 bilhão em 2026
13 de abril de 2026 / 16:28
Foto: Divulgação

As festas juninas nas cidades de Caruaru (PE), Petrolina (PE), Campina Grande (PB) e Maracanaú (CE) estão projetando uma movimentação econômica conjunta de pelo menos R$ 1,83 bilhão para a temporada de 2026. Além disso, a expectativa é que mais de 44,5 mil empregos diretos e indiretos sejam gerados durante o período, de acordo com informações das organizações locais e do Ministério do Turismo. Em âmbito nacional, os festejos juninos movimentaram R$ 7,4 bilhões em 2025, ficando atrás apenas do Natal e do Carnaval em volume financeiro, segundo dados do Ministério.

Em Campina Grande, a movimentação econômica dos festejos teve um crescimento significativo de 48,6% em dois anos, passando de R$ 500 milhões em 2023 para R$ 673 milhões em 2024 e alcançando R$ 742,8 milhões em 2025. Esse avanço foi acompanhado por uma elevação no público, que cresceu 10,6% ao passar de 2,93 milhões de participantes em 2024 para 3,2 milhões em 2025. A ocupação média hoteleira atingiu 89% na última edição, representando um aumento de 11 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Turistas e excursionistas foram responsáveis por R$ 249 milhões do total movimentado, o que corresponde a 33,5% do volume financeiro. Para a edição de 2026, marcada para acontecer entre 3 de junho e 5 de julho, que celebra os 40 anos do Parque do Povo, a prefeitura local projeta um crescimento mínimo de 10% em relação ao ano anterior.

Já em Caruaru, a movimentação financeira dos festejos subiu de R$ 500 milhões em 2023 para R$ 688 milhões em 2024 e chegou a R$ 737,6 milhões em 2025, apresentando um aumento de 7% no último ano. O público ultrapassou 4 milhões de visitantes durante os 65 dias de programação distribuídos por 27 polos, o que representou uma alta de 8% em comparação a 2024. A ocupação hoteleira atingiu 100% nos dias de pico da comemoração. A projeção para 2026 é uma movimentação de R$ 760 milhões e a presença de 4 milhões de visitantes até 27 de junho, sendo que a abertura ocorreu em 10 de abril com o circuito São João da Roça em 13 comunidades rurais.

A cadeia produtiva vinculada às festas juninas mobiliza cerca de 50 setores econômicos, principalmente ligados ao segmento de serviços, como gastronomia, hospedagem, vestuário, transporte, artesanato e montagem de estruturas. No São João de Caruaru em 2025, foram captados R$ 37,7 milhões em cotas comerciais por meio de 30 marcas patrocinadoras. O setor têxtil e de confecções local, com mais de 44,5 mil empresas ativas, também registrou aumento na demanda por roupas típicas e adereços. Em 2025, 117 municípios pernambucanos declararam ao Ministério Público de Pernambuco mais de R$ 118,5 milhões em 1.457 contratações artísticas para as festividades, com Caruaru liderando ao investir R$ 17,1 milhões em 62 atrações.

Quanto à geração de emprego formal, os dados do Caged indicam que em Campina Grande, entre abril e julho de 2025, foram criados 3.194 novos postos de trabalho formal, com 600 contratações adicionais nos meses de junho e julho. Em Caruaru, o saldo positivo entre janeiro e agosto de 2025 foi de 3.238 vagas formais, destacando-se os setores de serviços e indústria. Para 2026, a prefeitura de Campina Grande projeta um crescimento mínimo de 10% na criação de novas oportunidades, abrangendo vagas fixas e temporárias.

O São João de Petrolina, que acontece de abril ao início de julho, um dos ciclos juninos mais longos do Nordeste, prevê uma movimentação de R$ 330 milhões e a geração de 20 mil empregos para 2026, com o auge da programação entre 19 e 27 de junho e mais de 100 atrações confirmadas. Em Maracanaú, o ciclo começa em maio e em 2025 registrou 2,7 milhões de visitantes e um impacto financeiro de R$ 100 milhões, gerando 4,5 mil empregos no período. Para 2026, 35 atrações nacionais já estão confirmadas.

Além disso, o Ministério do Turismo, em colaboração com a Embratur e a Embaixada do Brasil na Argentina, promoveu em março uma ação de divulgação dos festejos juninos em frente ao Obelisco de Buenos Aires, com o objetivo de atrair turistas argentinos para o período de junho, que tradicionalmente tem menor fluxo. Em 2025, a Argentina correspondeu a 3,3 milhões dos 9,2 milhões de turistas estrangeiros que visitaram o Brasil, representando 37% do total. Ainda não há divulgação do calendário de ações promocionais internacionais para o segundo semestre de 2026.

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