João Pessoa 31.13 nublado Recife 31.02 nuvens dispersas Natal 28.12 nublado Maceió 31.69 nuvens dispersas Salvador 29.98 nublado Fortaleza 31.07 nuvens dispersas São Luís 31.11 chuva leve Teresina 32.84 nuvens dispersas Aracaju 31.97 algumas nuvens
publicidade
Brasil reduz desmatamento, mas ainda perde 17 parques por dia
27 de maio de 2026 / 10:29
Foto: Divulgação

O Brasil registrou em 2025 o menor índice de desmatamento dos últimos seis anos. Segundo o MapBiomas, o país perdeu 984 mil hectares de vegetação nativa ao longo do ano, ficando pela primeira vez desde 2019 abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados. A redução foi de, 20,6% em relação a 2024.

Queda aconteceu em todos os biomas

De acordo com o Relatório Anual do Desmatamento (RAD2025), todos os biomas brasileiros apresentaram redução.

O maior recuo ocorreu no, Pantanal, com queda de 48,4%, mesmo assim, os números ainda preocupam. O Brasil desmatou em média:

  • 2.698 hectares por dia;
  • equivalente a 17 parques do Ibirapuera diariamente.

Cerrado continua liderando destruição

O Cerrado segue sendo o bioma mais pressionado do país, sozinho, ele respondeu por, 54,9% de todo o desmatamento brasileiro em 2025. Foram mais de 540 mil hectares perdidos. Já a Amazônia apareceu em segundo lugarcom 289 mil hectares desmatados.

Nordeste aparece no centro do debate ambiental

A região do Matopiba, formada por, Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia, continua concentrando grande parte da pressão ambiental ligada ao avanço agropecuário. Segundo o relatório, mais de 63% do desmatamento nacional aconteceu nessa área.

Município do Piauí lidera ranking nacional

Pela primeira vez, Canto do Buriti apareceu como o município com maior área desmatada do país, a cidade registrou mais de 20 mil hectares perdidos em 2025, isso representa uma média próxima de, 80 campos de futebol desmatados por dia.

Agropecuária segue como principal causa

O levantamento aponta que mais de 97% do desmatamento dos últimos anos, está ligado à expansão agropecuária.

Também aparecem entre as causas, garimpo, expansão urbana, energia renovável, abertura de áreas produtivas.

Nordeste vive disputa entre desenvolvimento e preservação

O relatório expõe um dilema cada vez mais presente no Nordeste:
como crescer economicamente sem ampliar a pressão ambiental.

A região vive hoje: expansão agrícola, crescimento energético, avanço logístico, novas fronteiras produtivas e ao mesmo tempo, enfrenta, desertificação; pressão hídrica, perda de vegetação nativa, mudanças climáticas.

Redução é positiva, mas alerta continua ligado

Os números mostram avanço importante no combate ao desmatamento, mas a velocidade da perda ambiental ainda é considerada alta. E talvez o dado mais forte do relatório seja justamente esse, mesmo com queda histórica…o Brasil ainda perde diariamente áreas inteiras de vegetação nativa.

Para acompanhar mais notícias sobre meio ambiente, clima e desenvolvimento no Nordeste, acesse a editoria de Cotidiano do Nordeste Online.

publicidade
Copyright © 2025. Direitos Reservados.