
O Brasil registrou em 2025 o menor índice de desmatamento dos últimos seis anos. Segundo o MapBiomas, o país perdeu 984 mil hectares de vegetação nativa ao longo do ano, ficando pela primeira vez desde 2019 abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados. A redução foi de, 20,6% em relação a 2024.
Queda aconteceu em todos os biomas
De acordo com o Relatório Anual do Desmatamento (RAD2025), todos os biomas brasileiros apresentaram redução.
O maior recuo ocorreu no, Pantanal, com queda de 48,4%, mesmo assim, os números ainda preocupam. O Brasil desmatou em média:
- 2.698 hectares por dia;
- equivalente a 17 parques do Ibirapuera diariamente.
Cerrado continua liderando destruição
O Cerrado segue sendo o bioma mais pressionado do país, sozinho, ele respondeu por, 54,9% de todo o desmatamento brasileiro em 2025. Foram mais de 540 mil hectares perdidos. Já a Amazônia apareceu em segundo lugarcom 289 mil hectares desmatados.
Nordeste aparece no centro do debate ambiental
A região do Matopiba, formada por, Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia, continua concentrando grande parte da pressão ambiental ligada ao avanço agropecuário. Segundo o relatório, mais de 63% do desmatamento nacional aconteceu nessa área.
Município do Piauí lidera ranking nacional
Pela primeira vez, Canto do Buriti apareceu como o município com maior área desmatada do país, a cidade registrou mais de 20 mil hectares perdidos em 2025, isso representa uma média próxima de, 80 campos de futebol desmatados por dia.
Agropecuária segue como principal causa
O levantamento aponta que mais de 97% do desmatamento dos últimos anos, está ligado à expansão agropecuária.
Também aparecem entre as causas, garimpo, expansão urbana, energia renovável, abertura de áreas produtivas.
Nordeste vive disputa entre desenvolvimento e preservação
O relatório expõe um dilema cada vez mais presente no Nordeste:
como crescer economicamente sem ampliar a pressão ambiental.
A região vive hoje: expansão agrícola, crescimento energético, avanço logístico, novas fronteiras produtivas e ao mesmo tempo, enfrenta, desertificação; pressão hídrica, perda de vegetação nativa, mudanças climáticas.
Redução é positiva, mas alerta continua ligado
Os números mostram avanço importante no combate ao desmatamento, mas a velocidade da perda ambiental ainda é considerada alta. E talvez o dado mais forte do relatório seja justamente esse, mesmo com queda histórica…o Brasil ainda perde diariamente áreas inteiras de vegetação nativa.
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