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Bye bye Rio-SP: Entenda o fenômeno que fez os turistas estrangeiros invadirem as praias e o interior do NE em 2026
22 de maio de 2026 / 08:16
Foto: Divulgação

O turismo do Nordeste vive o seu momento de maior prestígio e expansão internacional da história recente. Dados consolidados e divulgados pela Embratur, em uma atuação integrada com o Ministério do Turismo e a Polícia Federal, revelam que a região converteu-se no principal motor de descentralização do fluxo de viajantes globais no país. Das dez unidades federativas que registraram as maiores taxas de crescimento na entrada de visitantes estrangeiros no Brasil no primeiro quadrimestre de 2026, cinco são estados nordestinos. O indicador marca uma quebra estrutural na dinâmica do setor, provando que o turista internacional começou a romper de forma definitiva o cordão de isolamento do eixo tradicional Rio-São Paulo para desbravar as potencialidades do solo nordestino.

A atratividade da região ultrapassou as fronteiras do conhecido binômio de sol e praia. O interesse estrangeiro tem sido fortemente alimentado por um prumo focado no turismo de experiência, na imersão gastronômica, na riqueza do patrimônio histórico-cultural e na força das grandes festas populares. Esse reposicionamento mercadológico garantiu desembarques recordes para Pernambuco, Alagoas, Bahia, Paraíba e Maranhão entre os meses de janeiro e abril deste ano.

Pernambuco e Alagoas dobram fluxo; Paraíba registra salto de 770%

A análise detalhada dos indicadores aponta desempenhos extraordinários em diferentes escalas de volume de mercado. Pernambuco e Alagoas figuram como os grandes destaques de tração comercial, tendo praticamente dobrado a recepção de passaportes em seus aeroportos no comparativo com o mesmo período do ano anterior:

  • Pernambuco: Registrou uma expansão de 105,8% no fluxo, saltando de 31,5 mil visitantes internacionais no primeiro quadrimestre de 2025 para mais de 65 mil em 2026;
  • Alagoas: Cravou o maior crescimento da dupla, com uma alta de 108,8% nas entradas;
  • Bahia: Preservou sua liderança histórica regional em termos de volume absoluto, consolidando-se como o território de maior densidade e preferência do público externo no Nordeste.

A grande surpresa do relatório da Embratur, contudo, reside nos estados que estão iniciando suas curvas de internacionalização. Embora operem com números absolutos mais acanhados, a Paraíba e o Maranhão anotaram crescimentos percentuais explosivos. O território paraibano liderou o ritmo de aceleração com uma alta impressionante de 770,8% nos desembarques internacionais, enquanto o mercado maranhense expandiu sua base de recepção em 257,1% no período, sinalizando que as políticas de promoção dessas marcas no exterior começaram a surtir efeito prático.

Malha aérea com 42 rotas e mais de 1 milhão de assentos em 2026

O pilar técnico que viabilizou essa guinada estatística foi o investimento pesado na expansão da conectividade aérea internacional do Nordeste. A consolidação de hubs regionais reduziu a necessidade de conexões domésticas cansativas no Sudeste. Atualmente, a malha aérea internacional nordestina conta com 42 rotas ativas em pleno funcionamento, somando mais de 5.390 voos programados e uma oferta global superior a 1,18 milhão de assentos regulares ao longo de 2026. A captação de novas frequências diretas da Europa e da América do Sul, somada à consolidação de voos charters sazonais de grande porte, transformou os aeroportos de Salvador, Recife, Fortaleza e Maceió em portões de entrada definitivos para o continente.

No mapa de origens, os argentinos mantêm a liderança isolada como os maiores consumidores do destino Nordeste, respondendo por 96,8 mil visitantes no quadrimestre. O ranking de emissores é completado por Portugal, Uruguai, França e Itália, desenhando um equilíbrio saudável entre o turismo sul-americano de fronteira e o mercado europeu de alto poder aquisitivo.

O desempenho regional impulsionou o balanço macroeconômico nacional. O Brasil encerrou o ciclo de janeiro a abril registrando o segundo melhor primeiro quadrimestre de toda a sua história em entradas globais, recepcionando 4,33 milhões de turistas internacionais. O resultado foi puxado pelo modal aéreo, que cresceu 16% no país. De acordo com o governo federal, a expansão do tráfego aéreo é altamente estratégica para o PIB, uma vez que o turista que chega de avião possui um tempo de permanência de longo prazo no destino e gasta mais na cadeia de hotelaria, locação de veículos e serviços locais — um cenário que coloca o Nordeste na liderança dos benefícios econômicos desta nova era de ouro do turismo nacional.

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