
O mercado de trabalho na Paraíba e no Brasil registrou um resultado histórico. A taxa de desocupação no estado fechou o primeiro trimestre de 2026 em apenas 7%, alcançando o menor nível registrado para o período nos últimos 14 anos, segundo dados oficiais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No cenário nacional, o desemprego caiu para 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026. Este é o menor índice para este período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), confirmando a trajetória de recuperação econômica do país.
📈 O raio-X da geração de empregos e renda na Paraíba
De acordo com a coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, o desempenho reafirma a resistência do mercado de trabalho brasileiro, mesmo diante de um cenário de juros elevados com a taxa Selic em 14,5% ao ano.
Na Paraíba, o crescimento foi impulsionado pelo comércio, setor de serviços e administração pública. Os números absolutos do estado impressionam:
- População Ocupada: Atingiu 1,709 milhão de pessoas (alta de 5,4% em relação a 2025);
- Queda no Desemprego: O número de desempregados despencou 16,1%, caindo de 154 mil para 129 mil pessoas no estado;
- Rendimento Médio: O salário habitual real dos trabalhadores subiu 5,3%, alcançando a média de R$ 3.732.
💼 Quais os setores que mais estão contratando no estado?
A formação do mercado formal tem sido um pilar importante para manter a estabilidade financeira das famílias. No Brasil, o emprego com carteira assinada no setor privado soma 39,3 milhões de trabalhadores, enquanto a informalidade registrou uma queda na comparação anual.
Na Paraíba, as vagas estão concentradas principalmente em duas grandes frentes de contratação:
- Tecnologia e Finanças: Áreas de informação, comunicação, atividades financeiras e serviços administrativos apresentaram um crescimento de 3,3% na oferta de vagas.
- Serviços Sociais e Públicos: Os segmentos de administração pública, saúde, educação e serviços sociais registram alta de 4,2% no número de postos de trabalho ocupados.
Economistas apontam que a forte demanda por mão de obra tem garantido o poder de compra da população local, permitindo que a economia regional siga aquecida mesmo com os custos mais altos do crédito no país.
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