
Emerson Albuquerque, um potiguar de 29 anos residente em Natal, desenvolveu uma grande paixão pelos discos de vinil, iniciando sua coleção aos 15 anos com dois LPs herdados de sua avó. Desde aquele momento, seu interesse só aumentou e, atualmente, ele possui em sua casa uma coleção com mais de 2 mil discos. O Dia Nacional do Disco de Vinil é celebrado em 20 de abril e homenageia o cantor Ataulfo Alves, morto nessa mesma data em 1969.
Emerson revela que seu fascínio pelo vinil começou ao pesquisar sobre os artistas dos dois discos que recebeu. Ao longo dos anos, ele ampliou seu acervo, incluindo álbuns lançados desde a década de 1920, com destaque para registros raros de artistas potiguares como Núbia Lafaiete, Fátima Melo, Gilliard, Fernando Luiz, a banda Detroir e o primeiro disco da Grafith. Sua coleção também inclui nomes que alcançaram sucesso nacional, como Carlos Alexandre e outros artistas locais, o que o motivou a compartilhar essas descobertas com o público.
Além de colecionador, Emerson abriu há três anos uma loja de discos de vinil em Natal com sua irmã. Ele ressalta que o vinil não é apenas uma peça do passado, pois muitos artistas contemporâneos, especialmente no gênero pop, continuam lançando álbuns nesse formato para seus fãs. Para ele, o ato de ouvir vinil representa um ritual especial, que envolve o contato físico com o disco, a leitura do encarte e uma experiência musical coletiva e envolvente, que contrasta com o consumo de música por streaming.
Assim, Emerson Albuquerque não somente preserva a cultura do disco de vinil, como também mantém viva a tradição do colecionismo e do respeito pela música física, mostrando que o vinil permanece atual e relevante para novas gerações.